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24 de dez. de 2010

CDB - Sempre uma boa opção de investimento



O que é?
CDB é a sigla de Certificado de Depósito Bancário, um tipo de aplicação em que o investidor empresta o seu dinheiro diretamente ao banco, que por sua vez utiliza os recursos captados nos CDBs para realizar suas operações de empréstimo. O CDB pode ser feito em qualquer banco, e é definido como uma aplicação de renda fixa em que o investidor SEMPRE recebe juros por emprestar o seu dinheiro para a instituição financeira.

Riscos
Os riscos do CDB estão relacionados à solvência da instituição financeira, ou seja, seu grande risco é a "quebra" do banco, no entanto, em uma situação extrema como essa, ainda existe o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) que garante atualmente até R$ 250 mil, assim você só deverá se preocupar com a credibilidade do banco se tiver aplicações em CDB superiores a esse valor, e se a conta for conjunta com o cônjuge (ou filho) esse limite duplica.

Rentabilidade
O CDB é considerado um investimento de renda fixa conservador, mesmo assim tem rentabilidade melhor do que a poupança, sua rentabilidade normalmente é expressa em um percentual sobre o Certificado de Depósito Bancário (CDI), que são os empréstimos que os bancos fazem entre si. Um CDB rende normalmente de 90% até 105% do CDI, na década 2000-2010 o CDI rendeu aproximadamente 315%, enquanto que a poupança rendeu apenas 124%. As taxas de rentabilidade do CDB podem ser prefixadas, pós fixadas ou flutuantes, e aumentam de acordo com o montante investido. Muitas vezes os gerentes tem alçada para negociar melhores taxas de CDB, por isso não custa nada tentar obter uma taxa ainda melhor. Geralmente também são oferecidas taxas mais altas para quem permanecer mais tempo com o dinheiro investido.

Prazos
Os CDBs só não são recomendados para prazos inferiores a 30 dias, pois pagam IOF nessa situação, para prazos maiores ele é sempre recomendado.

Impostos
Ao contrário da poupança o CDB é tributado tal qual os demais instrumentos de renda fixa:
* Aplicações até 180 dias: 22,5% 
* Aplicações até 181 a 360 dias: 20%
* Aplicações até 361 a 720 dias: 17,5%
* Aplicações acima de 720 dias: 15%

Recomendações:
O CDB é uma ótima opção de investimentos em renda fixa, entretanto para pequenos valores (inferiores a R$ 10 mil), e em prazos curtos (inferiores 360 dias) sua rentabilidade tende a ficar bastante próxima da poupança, que é um instrumento mais prático e de maior liquidez. Para valores maiores e por prazos mais longos é um dos instrumentos mais recomendados, fazendo um bom par com as aplicações do tesouro direto, principalmente se o investidor conseguir negociar uma boa taxa em relação ao CDI. Os CDBs pós fixados são considerado mais seguros, não significando que os prefixados também não sejam uma boa opção.

Atenção:

Não se deixe seduzir pelo canto das sereias dos bancos pequenos, lembre-se que muita gente perdeu dinheiro nos CDBs do Banco Santos e outros bancos menores que faliram, assim para valores superiores ao garantido pelo FGC (R$ 250 mil), opte por instituições financeiras de grande credibilidade no mercado, principalmente os bancos públicos,


*Para saber mais sobre o Fundo Garantidor de Créditos:

21 de dez. de 2010

Quanto custa 1 grama de Cocaína?

Economia das Drogas

Comparação entre os valores da Maconha, Crack e Cocaína entre RJ, SP e Nova York.


Fonte: Veja - 15/12/2010


15 de dez. de 2010

10 anos de Rendimentos

Qual foi o melhor investimento da década 2000-2010?
Inflação:
- IPCA = 90%
- IGPM = 130%
Poupança = 124%
Dólar = -13%
Ouro = 372%
CDI = 315%
Bolsa:
Ibovespa = 356%
Petrobrás= 640%
Vale = 2000%

algumas observações (óbvias):
1. A bolsa só perdeu para o Ouro.
2. A poupança perdeu feio para o CDI (por isso recomendo quem tiver um graninha a mais migrar da poupança para um CDB que pague pelo menos 95% do CDI, lembre-se que a maior parte dos gerentes tem alçada para negociar a rentabilidade dos CDBs).
3. Quem investiu na Vale tá nadando em dinheiro!

10 de dez. de 2010

Investimentos: Comece pela Renda Fixa!

Atualmente diversos palestrantes da área de finanças e investimentos empolgam suas platéias afirmando que qualquer um pode ser um milionário e que para isso basta um pouco de coragem para se lançar no mercado de ações e ser feliz. Na verdade, o processo não é tão simples quanto parece, e o mercado de ações parece não ser o único veículo para chegar lá, a notícia boa é que indivíduos de renda média podem sim se tornar milionários, mas isso envolve disciplina e tempo.
Um processo muito comum que acompanho há um bom tempo com amigos e alunos é este:
1. O indivíduo descobre o mercado de ações.
2. Após alguns investimentos bem sucedidos em um prazo curto coloca todo o seu dinheiro lá.
3. Em um movimento normal, a bolsa cai drasticamente causando grandes perdas aos investidores.
4. Revoltado com as perdas, o investidor saca todos os seus investimentos no pior momento da bolsa, realizando assim suas perdas e promete nunca mais voltar lá.
            Quando reencontro os antes empolgadíssimos investidores, eles não querem nem tocar no assunto. As ações estão mortas e enterradas! Na verdade como já foi dito antes, nossa natureza é de sermos avessos ao risco, os seres humanos mais medrosos foram os que conseguiram sobreviver por gerações e passar seus genes para que chegássemos aqui hoje, é muito difícil perder, por esse motivo, mesmo que historicamente os retornos dos investimentos em ações sejam maiores que os de renda fixa, a maior parte dos nossos recursos (inclusive dos grandes investidores institucionais) estão alocados em investimentos de renda fixa.
            Os investimentos em ações são importantes, mas para que gerem efeitos duradouros precisam ser realizados com muito planejamento e cautela. Defendo que todo investidor sem exceção comece pela renda fixa, e que só após ter conseguido uma boa reserva nesse tipo de investimento (pelo menos três vezes sua renda mensal), migre gradualmente parte dos novos investimentos a renda variável (mercado de ações). 
É necessário que o aplicador saiba que não existem atalhos no mercado financeiro, ou como os economistas costumam dizer "não existe almoço grátis", quem quiser iniciar seus investimentos na renda variável (ações) pode ganhar bastante, mas também pode "quebrar a cara" e comprometer toda uma vida de investimentos frutíferos nesse tipo de ativo. Na verdade o primeiro passo está em entender que pequenos investimentos mensais produzem grandes efeitos no longo prazo, mesmo quando efetuados em aplicações de baixa rentabilidade:

Do Infomoney:

Gastos com cigarros são maiores do que com arroz e feijão, aponta FGV 11h28
SÃO PAULO - O brasileiro gasta mais com cigarros do que com alimentos básicos. Conforme pesquisa da Fundação Getúlio Vargas divulgada nesta segunda-feira (28), dados de abril de 2007 do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mostram que a fatia do orçamento correspondente a cigarro é de 1,25%, e a de arroz e feijão, 0,85%.

Fiz uma simulação:

Um indivíduo que fuma dois maços de cigarro por dia (R$ 3,00/cada) em média. Esse cara gasta R$ 180,00 / Mês com cigarros. Se ele fuma dos 20 aos 60 anos - 40 anos. (alguns fumam durante 60, 70 anos) Caso ele aplicasse mensalmente esses R$ 180,00, ele poderia depositar 480 prestações ao longo de sua vida de fumante.
Ganho nas Aplicações: Utilizamos um ganho de 0,5% ao mês já descontada a inflação, a mesma remuneração utilizada para cálculo pelos fundos de pensão. Resultado da Simulação: 40 anos de cigarro daria para comprar uma casa em qualquer lugar do Brasil - R$ 358.468,33!!!

9 de dez. de 2010

Cuidado com a Taxa de Custódia!

Cuidado com a Taxa de Custódia!

A taxa de custódia é o valor cobrado pelo seu banco ou corretora para "guardar" as  ações ou títulos públicos . Algumas corretoras simplesmente não cobram taxa de custódia (Ex. Banif), enquanto outras cobram taxas mensais bem salgadas.

Normalmente as taxas de custódia para ações são fixas e cobradas mensalmente dos clientes, enquanto que as taxas de custódia para títulos públicos são percentuais com taxas que chegam a 1% ao ano. Basta "dormir" um dia comprado com uma ação para que a taxa de custódia seja cobrada.

Em minha opinião a taxa de custódia não deveria ser cobrada, uma vez que já remuneramos a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), instituição responsável por custodiar os ativos, quando obrigatoriamente pagamos a taxa de liquidação na nota de corretagem

Recomendo que os investidores de Homebroker optem por corretoras que não cobram taxa de custódia nem para Títulos Públicos nem para Ações. Um investidor de ações que possui ativos avaliados em R$ 5.000,00 e paga R$ 18,00 mensais de taxa de custódia de ações, acabará destinando mais de 4% dos seus recursos para pagamento de taxa de custódia, dessa forma, seria mais barato pagar a taxa de administração de um fundo de investimentos e ter seus recursos administrados por um profissional. O mesmo se aplica a custódia de títulos públicos: na renda fixa as margens são apertadas e pagar 1% de taxa de custódia significa retirar boa parte da vantagem que esse tipo de investimento possui sobre CDBs e títulos de renda fixa. Assim, fica o conselho: Diga não a taxa de custódia, e se aceitar, faça de modo consciente, sabendo o custo dela sobre seus investimentos.
Como saber a taxa de custódia?

O ranking das taxas cobradas para custódia de títulos públicos pode ser visto nesse link:

Já para saber a taxa de custódia do banco ou corretora, só entrando em contato direto com a instituição.

6 de dez. de 2010

Poupar ou Não Poupar eis a questão

Muitas pessoas me dizem que quem poupa não vive, que a vida é curta e foi feita para ser vivida, e coisas do tipo. Concordo com a segunda parte, mas discordo da primeira. Tenho lido muitas pesquisas econômicas sobre felicidade, e apesar de apresentarem dados conflitantes sobre a renda ideal para ser feliz elas convergem em um ponto: um grau elevado de consumo não trás mais felicidade.


Pelo menos desde Adam Smith no século XVIII, os economistas flertam com a psicologia, em  1992, Gary Becker ganhou o prêmio Nobel da economia por suas pesquisas que relacionam microeconomia com o comportamento humano, mas somente em 2002 quando um psicólogo israelense chamado Daniel Khaneman ganhou o prêmio Nobel de Economia, surgiu verdadeiramente um novo ramo das ciências econômicas chamado Economia Comportamental, que a cada ano vem ganhando mais espaço dentro das pesquisas econômicas. A economia comportamental entre outras coisas tenta mensurar a felicidade e apesar de ser clichê, as pesquisas econômicas mostram que a felicidade tem forte influência das relações sociais, da proximidade da família e dos amigos, e sob ponto de vista do dinheiro/consumo: ter moradia, segurança, educação e acesso a um bom sistema de saúde. As roupas caras, carros de luxo e outras compras do tipo, por usa vez,  tem uma fraca relação com a felicidade, principalmente para as famílias de classes mais abastadas.


Quanto maior a renda maior o consumo, se ganhamos mais, consumimos mais, é isso que diz a Lei Psicológica Fundamental do economista Keynes. Por outro lado os economistas têm um conceito bem interessante chamado utilidade marginal descrescente que numa versão simplificada diz que quanto mais consumimos de determinado bem, menor será a nossa satisfação com o seu consumo, isso explica porque com sede pagaríamos mais pelo primeiro copo d'água do que pelo segundo. Assim, se o nosso consumo adicional não nos trará grandes elevações na nossa utilidade (satisfação), para quê então elevar o nosso padrão de consumo e ser escravo dele?


A ciência há muito detectou uma assimetria no nosso sistema de recompensa no consumo, enquanto a felicidade de subir um degrau na escalada do consumo é relativamente pequena, o sofrimento de descer o mesmo degrau é muito maior. Somo avessos ao risco: a satisfação do ganho é menor do que a dor da perda.  Isso quer dizer "na dúvida não ultrapasse", você pode viver muito bem sem nunca ter tido um carro, mas viverá pior se tiver um carro e precisar vendê-lo, o mesmo se aplica a TV a cabo, restaurantes de luxo e a maior parte dos bens de consumo por isso é melhor pensar bem antes de aumentar o seu padrão de consumo.


Para contrastar com aqueles que dizem que dinheiro é para ser gasto, e poupar é levar dinheiro para o caixão, temos milênios de sabedoria popular, filosofia e religião que pregam o desapreço aos bens materiais e ao consumismo. Um dos grandes argumentos econômicos que corroboram com a idéia de aumento do consumo nã trás felicidade é que desde a segunda guerra mundial, a renda e o consumo aumentaram exponencialmente, porém a felicidade mensurada se mantém constante, e em alguns lugares vem até diminuindo, as excessões ficam por conta das sociedades pobres, onde realmente a elevação de renda e consumo se traduz em maior satisfação social.


Na prática as pessoas que conseguem pagar suas contas e guardar algum dinheiro são mais felizes do que aquelas que mesmo consumindo mais, vivem enforcadas com suas contas. Muitos divorciados alegam que os problemas financeiros foram o principal motivo da separação no casamento, por exemplo, enquanto que outras tantas começam a ter problemas de saúde ou até mesmo cometem o suicídio por causa de problemas com dinheiro.


Afinal para que poupar?

Poupamos para cumprir um objetivo, ou simplesmente para nos sentirmos mais seguros diante das adversidades da vida. Que objetivos? Que Adversidades?


Os objetivos são individuais e tem a ver com as individualidades e peculiaridades de nossa vida, alguns poupam para abrir seu próprio negócio, outros poupam para comprar uma casa na praia, mas apesar disso temos muitos objetivos em comum, diria que os principais são: Automóvel, Moradia e Aposentadoria.

As adversidades podem ser dos mais variados tipos: "as coisas sempre podem ficar pior do que já estão", assim as reservas são bem vindas em casos de acidentes, problemas de saúde e desemprego, ninguém está livre desse tipo de problema, e nada mais tranqüilizador nessas horas do que ter uma boa reserva financeira, caso contrário os problemas se somarão ou será que comprar as roupas da moda ajudará em alguma coisa nessas situações?

Prefácio do Blog

            Sou professor de economia há 10 anos, antes disso trabalhei no mercado financeiro, e antes ainda já era um entusiasta da área de investimentos, por essas razões meus alunos e amigos sempre me pedem aconselhamento sobre quanto e onde investir, após dar-lhes algumas breves explicações sempre ouço a seguinte pergunta: - Qual livro você me recomenda? Nunca consegui responder essa pergunta de uma maneira direta, sempre hesitei e após uma pausa recomendei partes de pelo menos dois ou três livros.
            Apesar de ter uma boa biblioteca pessoal na área de economia, finanças e investimentos, além de ter acompanhado e comprado grande parte dos livros de finanças pessoais (mesmo os mais superficiais), não me passa pela cabeça nenhum livro que seja didático e ao mesmo tempo crítico e razoavelmente profundo na área de investimentos pessoais, o que vejo por aí ou são livros mais próximos da prateleira de auto-ajuda, aqueles que ensinam a se livrar do cartão de crédito e das compras por impulso, ou são livros que louvam os investimentos em ações, sem ao mesmo esclarecer sobre outros investimentos igualmente atrativos.

A idéia por trás desse blog é fornecer informações de maneira de didática sem ser superficial, proporcionando aos leitores subsídios para que tomem suas próprias decisões de investimentos, sem precisar depender de conselheiros inexperientes e evitando o conflito de interesses gerado no relacionamento com bancos e corretoras.

Este blog parte do pressuposto que o leitor investe ou tem intenção de investir o seu dinheiro, portanto, não entrando no mérito, de como cortar gastos ou como gerenciar melhor as suas dívidas, se você é do tipo que nunca conseguiu e provavelmente não conseguirá juntar dinheiro, este blog será de pouca serventia, mas se você é do tipo poupador, independente de ter objetivos de curto, médio e longo prazo, tenho certeza que esse material será bastante proveitoso. Lembre-se que suas perguntas ajudam a enriquecer nosso conteúdo. Entre e seja bem vindo!

5 de dez. de 2010

85% dos Agentes Autônomos de Investimento trabalham com a tabela (caríssima!) bovespa.

Pesquisa da Comunidade do Orkut  - Ancor - Agente Autônomo - (http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=54333194) mostra que 85% dos que responderam a pesquisa trabalham com tabela variável da bovespa, ou seja, apenas 15% trabalham apenas com tabela fixa. Isso corrobora com a idéia de que os Agentes Autônomos de Investimento (AAI) "empurram" corretagem cara em seus clientes. A parte boa da pesquisa é que 55% dos AAI trabalham com os dois modelos, ou seja, para os clientes mais informados, eles têm disponível no fundo do armário a corretagem fixa.

Resultados de 05/12/2010

29 de nov. de 2010

Fuja da Tabela Bovespa!

Corretagem: Tabela Bovespa x Valor Fixo

No passado, antes dos homebrokers (sistemas de compra e venda de ações via internet), as corretoras recebiam as ordens de compra e venda de ações via telefone, e para atender a demanda dos investidores precisava manter uma grande quantidade de atendentes cuja função era basicamente receber ordens por telefone e executá-las, nesse tempo as corretoras também atuavam na bolsa por meio do viva-voz, ou simplesmente no "gogó", era a maior gritaria durante o pregão. 
Para criar uma referência de preços e orientar corretoras e investidores foi criada a tabela Bovespa, que comparada ao modelo americano cobrava preços extorsivos dos investidores para comprar e vender ações:

 Financeiro no dia
Percentual
Adicional
Até R$ 135,07
-
R$ 2,70
R$ 135,08 até R$ 498,62
2,00%
R$ 0,00
R$ 498,63 até R$ 1514,69
1,50%
R$ 2,49
R$ 1514,70 até R$ 3029,38
1,00%
R$ 10,06
R$ 3029,39 em diante
0,50%
R$ 25,21

            Atualmente a Bovespa já não opera por viva-voz, quase a totalidade das ordens de compra e venda de ações são realizadas pela internet, os computadores das corretoras conectam os sistemas internos ao sistema da Bovespa (megabolsa) garantindo agilidade e segurança ao investidor, nesse processo a demanda por funcionários no atendimento das corretoras é infinitamente menor que no passado, o que leva a custos menores para as corretoras. Hoje em dia a maior parte das corretoras utiliza valores fixos para corretagem, uma vez que para o sistema eletrônico das corretoras acatar uma ordem de compra de 100 reais ou 100 mil reais o custo é o mesmo. O sistema de corretagem com valor fixo, adotado pela maior parte das corretoras é o melhor tanto para pequenos quanto para os grandes investidores. O valor médio da taxa de corretagem fixa gira em torno de R$ 15, valor bem mais baixo do que os cobrados pelas corretoras que utilizam tabela bovepa.
            Na tabela abaixo uma comparação do valor da corretagem para uma operação de compra nos seguintes valores: R$ 1,5 mil, R$ 5 mil e R$ 50 mil


Valor da Corretagem
Valor da Operação
Tabela Bovespa
Fixa
R$ 1,5 mil
R$ 27,50
R$ 15,00
R$ 5 mil
R$ 35,06
R$ 15,00
R$ 50 mil
R$ 275,21
R$ 15,00
           
            A simulação mostra que a corretagem fixa tem um valor muito mais baixo do que a tabela Bovespa, principalmente para grandes operações. 

*A tabela Bovespa só leva vantagem sobre a corretagem fixa para valores inferiores a R$ 800, no entanto eu desaconselho qualquer investidor a fazer operações nesse valor, uma vez que o custo de transação da operação (corretagem e emolumentos) ficaria muito alto, próximo de 2%, assim se o indivíduo simplesmente fizer uma operação de compra e mais tarde de venda gastará com taxas quase 4% do valor investido, ou seja, precisará de retornos superiores a isso para começar a ganhar alguma coisa na operação, o que torna as operações de baixo valor com ações inviáveis.

Fuja da Tabela Bovespa!

            Algumas corretoras ainda utilizam a tabela Bovespa, essas são as preferidas dos agentes autônomos de investimento (AAI), representantes das corretoras, que ganham dinheiro através das comissões geradas pelas corretagens dos clientes que ele cadastra na corretora. Entre as práticas preferidas dos representantes das corretoras, além de influenciar os clientes a fazerem operações de curto prazo, estão, oferecer corretagens pela tabela bovespa, muitas vezes ofertadas como a melhor coisa do mundo, uma vez que eles estão dando um rebate (desconto na linguagem dos corretores) de 20% ou 30% na tabela. Nem se fosse um desconto de 50%! Uma operação de R$ 5 mil com 50% de desconto na tabela Bovespa ainda sai mais cara do que na tabela fixa. Outro ponto abordado pelos corretores é o da informação, que é diferenciada, melhores relatórios, etc. Para mim esse argumento não é razoável, uma vez que as melhores corretoras do Brasil trabalham com corretagem fixa, ainda oferecendo informações e atendimento de qualidade. Para finalizar os agentes autônomos de investimentos (AAI) costumam fisgar os clientes com o argumento "olhe para a rentabilidade e não para os custos", nesse caso é bom lembrar que os AAI não possuem autorização da CVM para orientar investimentos, e que isso constitui infração grave por parte deles, além de ser quase impossível que eles possuam qualificação técnica para superar a rentabilidade do mercado sistematicamente e com risco baixo, uma vez que dentre os melhores e mais bem pagos gestores do mundo, pouquíssimos conseguem essa façanha.

23 de nov. de 2010

Algumas considerações sobre a democratização do ensino superior


         

A democratização do ensino superior já é uma realidade no Brasil, o maior problema do processo é o brutal decréscimo na qualidade das instituições de ensino, que ocorreu com o intituito de reduzir custos e popularizar o acesso.

O Prouni, programa em que instituições de ensino trocam pagamentos de impostos por bolsas de estudo para pessoas incapazes de pagar pela mensalidade da faculdade é um dos grandes responsáveis por essa popularização, em pouco tempo o Prouni conseguiu ultrapassar as universidades federais em número de vagas oferecidas.

Um dos grandes problemas das instituições de ensino e dos potenciais alunos é a assimetria das informações, os futuros universitários não sabem diferenciar as boas e as más instituições, então para as faculdades passa a não valer a pena ser uma boa instituição uma vez que a diferença é quase imperceptível e isso implica em custos mais elevados, assim o resultado é uma tendência a mediocridade. 

Como resolver o problema? Através da utilização e divulgação de critérios objetivos de mensuração do ensino. O antigo provão do ministro de FHC Paulo Renato durou apenas o tempo necessário para que o lobby das universidades "populares" o derrubassem. O Enade é tão superficial que gastar tempo discutindo o seu formato é inócuo. Uma idéia razoável seria conjugar o desempenho das instituições de ensino ao número de vagas oferecidas no Prouni, ou até mesmo remunerar melhor as instituições com desempenho superior, dessa forma se criaria incentivos para a melhoria do ensino nessas instituições, complementando o dueto dos economistas Incentivos-Punições, poderia-se punir com menos vagas (ou mesmo ausência de vagas) e menor remuneração as instituições com resultados pífios.

Existe lugar para instituições de ensino de qualidade? Na minha opinião existe mercado para todos, um exemplo disso é a FGV e o IBMEC, instiuições de ponta, reconhecidas pela sociedade e que cobram mensalidades proporcionais a qualidade oferecida, mas para surgirem novas instituições que prezam pela qualidade o governo precisa fornecer os recursos básicos para que elas prosperem,  caso contrário a qualidade do nosso ensino continuará a cair.

Lembro que não é através de uma legião de semi-analfabetos egressos do ensino superior que o Brasil atingirá o status de país desenvolvido.

* Palavras de um professor que em quase 10 anos de sala de aula viu o a qualidade do ensino despencar!

Simulação: Fundo de Investimentos em Ações X ETF

Fiz uma simulação comparando um Fundo de Investimentos em Ações com taxa de administração de 2,4% ao ano versus um ETF com taxa de administração de 0,6%. Simulei um mercado com taxa constante de crescimento mensal de 1% e prazo de 5 anos. Os resultados foram os seguintes:
 
 
Resultados:
 
Rentabilidade total no prazo:
 
Fundo de Investimento: 50,2%
ETF: 76,29%
 
Taxa Real Mensal:
 
Fundo de Investimento: 0,68%
ETF: 0,95%
 
Resumindo:
 
Para o período analisado o ETF rendeu 50% mais do que o fundo de investimento. Para prazos maiores a diferença tende a se ampliar, uma vez que a taxa de crescimento é exponencial. Ainda é possível conseguir ETF com taxa de administração mais baixa do que a da simulação, Ex: PIBB11. Para resgatar a operação o investidor do fundo de investimento pagará IR de 15%, o investidor do ETF poderar sacar em retiradas mensais inferiores a R$ 20 mil e ficar totalmente isento do pagamento do IR, nesse caso sua rentabilidade comparativa ao fundo de investimento crescerá substancialmente. Outras vantagens do ETF são a determinação dos preços de entrada e saída, enquanto que o Investidor do Fundo vai ter que se submeter a quota do dia seguinte (D+1) que ele não faz idéia de quanto será.
 
Saiba mais sobre ETF em:
 
Post explicativo anterior do Blog:

ETFs da Blackrock:
 
PIBB11
 
 
 
 
 

22 de nov. de 2010

Imposto de Renda: Fundos de Investimentos x Aplicações via homebroker


Além das altas taxas de administração cobradas pelos fundos de investimento, o investidor que utiliza o homebroker para fazer seus investimentos também tem uma vantagem fiscal. O investidor que faz operações com normais (que não são daytrade) com ações no homebroker paga alíquota taxa de Imposto de Renda de 15% sobre seus ganhos e ainda é isento para operações mensais inferiores a R$ 20 mil, já nos fundos de investimento a alíquota obedece uma tabela regressiva que se inicia em 22,5% para operações com prazos inferiores a 6 meses, só chegando aos 15% das operações do Homebroker para recursos que passarem mais de 2 anos aplicados, além de taxar TODOS os investidores, independente de o valor resgatado ter sido inferior a R$ 20 mil. Por essas e por outras que vale a pena entender um pouco de investimentos e efetuar suas próprias operações.

19 de nov. de 2010

EUA X CHINA: Guerra ou Acordo Cambial?

Na década de 80 o Japão exportou bastante para os Estados Unidos, foi a época dos carros Toyota, walkman Sony e relógios Cassio entre outros produtos. O resultado do excesso de exportações foi uma supervalorização do Iene (ou Yen) em relação ao Dólar. As exportações fizeram os japoneses ficar muito ricos, no entanto seus produtos ficaram muito caros pelo excesso de valorização da moeda e o Japão perdeu sua velocidade de crescimento, passou quase duas décadas estagnado.

A China não cometeu o mesmo erro, lá o fluxo cambial é controlado pelo governo, não é livre como era no Japão e como prega os economistas clássicos adeptos do "laissez faire". Se a China deixar entrar todos os dólares gerados com suas exportações, a oferta de dólar vai superar a demanda, isto é, vai sobrar dólares, fazendo seu valor cair e a moeda chinesa, o Yuan, se valorizar como aconteceu com o Japão, prejudicando o ponto forte das exportações da China que é o baixo preço. Assim, os chineses utilizam as divisas geradas por suas exportações para comprar títulos da dívida americana, mantendo os dólares nos EUA e o seu câmbio artificialmente baixo. Por outro lado os EUA são os maiores compradores dos chineses, e financiá-los comprando títulos da dívida pública é um negócio da China!

Já os americanos precisam dos chineses, pois seu governo gasta bem mais do que arrecada, necessitando de financiar o déficit público através da emissão de títulos da dívida, que por sua vez tem os chineses como os seus maiores compradores mesmo pagando uma taxa de juros real negativa, em outras palavras, quem empresta ao Tio Sam resgata valores com poder de compra mais baixos do que quando emprestou, poderíamos até dizer que os americanos ganham para pegar dinheiro emprestado, mas os chineses parecem não se incomodar com isso, a dúvida é até quando essa relação vai permanecer?

14 de nov. de 2010

RAP da Guerra Cambial - EUA X CHINA

Rap da Guerra Cambial (Currency War)- Explica a relação simbiótica entre EUA e CHINA
Participação especial de Barack Obama

11 de nov. de 2010

IDH 2010 - INFOMAPA

















IDH -2010- Distribuição Mundial
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/infografico/2010/11/04/o-idh-de-cada-pais.jhtm

10 de nov. de 2010

Como Calcular o Imposto de Renda para Operações com Ações?

Quem precisa pagar IR?

I. Inicialmente vamos ao óbvio: só paga imposto de renda quem obteve lucros em suas operações.
II. Os investidores que em operações com ações no mercado a vista fizeram vendas superiores a R$ 20.000,00 em determinado mês.

Quanto preciso pagar de IR?

Daytrade: Se as operações de compra e venda foram feitas no mesmo dia (daytrade) a alíquota é de 20% sobre os os ganhos deduzidos os custos de corretagem e taxas da bovespa (negociação e liquidação), só que 1% é recolhido antecipadamente pela corretora (aparece na nota de corretagem), logo o investidor só precisa recolher 19% faltantes quando for preencher o DARF.
Operações Normais: A alíquota para as demais operações é de 15%, sendo que 0,005% do IR é recolhido antecipadamente (valor insignificante!).

Como Pagar o IR das operações com ações?
Para pagar é preciso preencher um DARF (documento para recolhimento de impostos da receita federal), no "código da receita" informar "6015" (Pessoa Física).
Você tem até o último dia útil do mês seguinte para efetuar o pagamento do IR.


Exemplo:
Operações com ações Realizadas por João em novembro de 2010:
Em 10/11/10  COMPROU 1000 VALE5 por R$ 52,00 cada. Valor total da Compra = R$ 52.000,00
Em 12/11/10  VENDEU 1000 VALE por R$ 54,00 cada. Valor total da Venda = R$ 54.000,00.
O valor das taxas de corretagem, negociação e liquidação constantes na nota totalizou R$ 200,00.

Lucro = Sim , R$ 2.000,00 - R$ 200,00 (taxas) -> R$ 1.800,00
Valor das Vendas maiores que R$ 20.000,00? Sim, R$ 54.000,00
Daytrade? Não, comprou em 10/11 e vendeu em 12/11.
IR = R$ 270,00 (15% x 1.800,00)
Data de Pagamento = 31/12, último dia útil do mês seguinte.
Pessoa Física? Sim  -> DARF = 6015

E se eu tiver prejuízo, posso abater nos meses seguintes?

Sim, você soma o prejuízo do período anterior (ou os prejuízos, caso sejam vários meses), com o lucro do mês atual, e calcula o IR apenas sobre a diferença. Ex:

Abril = - R$ 600,00 (prejuízo)
Maio = R$ 500 (lucro)
----------------------------
Saldo de operações = - R$ 100 -> Prejuízo, não paga IR.

Saldo Acumulado = -R$ 100
Junho = R$ 400 (lucro)
---------------------------------------------
Novo saldo de operações = R$ 300

IR = 15% x 300 = R$ 45,00

Dica:
Se você está no lucro com a sua carteira de ações e deseja sair do mercado, planeje-se para sair lentamente, vendendo lotes de ações mensalmente com valores inferiores a R$ 20.000,00, assim você evitará pagar Imposto de Renda.

Qualquer dúvida me escreva! Terei o maior prazer em responder, tenho uma planilha que uso, vou ajustá-la e em breve disponibilizarei para Download.

Você sabia que a Bovespa também negocia Renda Fixa?

Mais um motivo para você usar o Homebroker, que tal aplicar em renda fixa sem pagar taxa de administração? Os fundos de investimento em Renda Fixa dos bancos cobram taxas de administração exorbitantes, algumas vezes superando 5% sobre o patrimônio médio ao ano.
Se você não sabe: Não só de renda variável vive a Bovespa, além das ações e opções existe um segmento denominado BOVESPA FIX em que são negociados títulos de renda fixa privados: Debêntures, notas promissórias, certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e cotas de fundos de investimento de direitos creditórios (FIDC).

9 de nov. de 2010

Qual é a diferença entre ações ordinárias e preferenciais?


As ações podem ser divididas em Ordinárias e Preferenciais em relação a sua espécie.

Ações Ordinárias (ON)

As ações ordinárias garantem aos seus detentores direito a voto,  ou seja, a possibilidade de participar na gestão da companhia, além é claro de garantir dividendos aos seus detentores. Normalmente as ações ordinárias são mais caras que a preferencial, por causa do chamado prêmio pelo controle.

Ações Preferenciais (PN)

As ações preferenciais não possuem direito a voto, garantindo somente participação nos dividendos por parte de seus detentores. Em caso de falência têm preferência sobre a massa falida da empresa. De acordo com a legislação em vigor, as ações preferenciais não podem ultrapassar 50% do total de ações emitidas.

O que é Block Trade?

Block Trade (vendas em bloco) é uma oferta pública de um grande lote
de ações já existentes (em posse de algum acionista).

4 de nov. de 2010

Sites de Compras Coletivas - Vale a pena para os consumidores?


Em pouco mais de 1 ano após criar o primeiro site de compras coletivas, o Groupon (http://www.groupon.com/), Andrew Mason já havia construído um negócio bilionário, o mais rápido da história a ter esse status, superando o Youtube. Em poucas semanas após o lançamento do Groupon, os sites de compra coletivas viraram febre mundial, na China em questão de meses surgiram centenas de sites similares, isso fez surgir uma nova categoria em todo o mundo: os agregadores, sites que resumem as ofertas de outros sites de compras coletivas (ex: http://www.saveme.com.br/).




No Brasil o primeiro a fazer sucesso foi o Peixe Urbano que ainda se mantém líder no segmento, todo dia surge um novo site, e os sites lançam dezenas de promoções de produtos e serviços: Sorvetes, jantares, massagens, ingressos de teatro e todo tipo de coisa que você possa imaginar.

Os preços são indiscutivelmente baixos, mas vale a pena?

SIM, se a compra for realizada por critérios racionais, e NÃO se for apenas por impulso.

Se o consumidor mantém a mesma quantidade de produtos e serviços que consumia antes do surgimento dos sites, apenas usando para se beneficiar dos preços, ele está fazendo um ótimo negócio, porém se ele
aumenta exponencialmente seu volume de compras, e passa a comprar mais do que comprava antes, e até coisas que não comprava, ele não está otimizando o uso dos seus recursos.

Outro ponto importante é o que os economistas chamam de "custo de transação", será que vale a pena atravessar metade de uma grande cidade para ter o desconto de R$ 5,00 em um sorvete? E o jantar, se somar os preços das bebidas, sobremesas e taxa de serviços será que a promoção ainda é legal? Existem ainda as restrições: normalmente as promoções possuem limitações quanto aos dias para usar, ou o prazo em que expira. Fique atento!

Resumindo: Se todo sábado de noite eu peço uma pizza, por que não comprar uma no site de promoção por 30% do preço normal? Se eu fizer isso estarei economizando, pois a pizza já é uma compra certa no meu
orçamento, no entanto, se eu resolvo comprar algo que nunca havia comprado e me fisgou pela promoção, posso até está aumentando a minha satisfação por consumir esse produto (utilidade), mas não estarei
contribuindo para a minha poupança, portanto vale aquela velha dica: pare e pense se você realmente precisa daquele bem ou serviço antes de clicar no botão de compra.


21 de out. de 2010

A tecnologia gera desemprego?



Uma das questões mais antigas da economia é: a tecnologia rouba empregos?
O desemprego gerado pelo advento de novas tecnologias é classificado
pelos economistas como estrutural. Em linhas gerais a teoria econômica
clássica diz que a tecnologia tira emprego de um lado e oferece de
outro, só que o emprego oferecido pela tecnologia pede um nível de
qualificação mais elevado dos trabalhadores exigindo um tempo para que
eles de capacitem, assim os clássicos concluem que a tecnologia não
tira empregos.

Existem, no entanto, alguns economistas dissidentes, que acham que a
tecnologia elimina uma parte dos empregos, principalmente os que
exigem menos qualificação, trabalhos muitas vezes mecânicos que podem
ser substituídos por máquinas e robôs. (ver artigo sobre David Autor,
Economista do MIT, http://www.good.is/post/automation-insurance-robots-are-replacing-middle-class-jobs).


Nas sociedades primitivas, os homens tal qual os animais viviam em
função do alimento, se ficassem parados morriam de fome e sede, com a
tecnologia trabalhando a nosso favor podemos celebrar o ócio (lembram
do Ócio Criativo de Domenico De Masi?), o grande problema é que ao
invés de todos trabalharmos menos e deixar as máquinas fazerem nossos
trabalhos chatos e repetitivos, uma parte da população trabalha ainda
mais e outra parte simplesmente não trabalha, ou seja existe um
desequilíbrio na alocação dos trabalhadores nas vagas disponíveis.




Por que isso acontece?
O excesso de trabalho para alguns é um sinal nítido de que faltam
trabalhadores qualificados, caso contrário seria mais barato contratar
um desempregado. Os clássicos estão certos?

15 de out. de 2010

O que é Previdência?

Previdência é um mecanismo intertemporal de proteção de Renda.

Segundo a teoria do ciclo da vida, a poupança para a aposentadoria
advém do desejo individual de manter um padrão estável de consumo ao
longo do ciclo da vida. Em função disso, os indivíduos abrem mão de
uma parcela de consumo durante a vida ativa para poder estabilizar o
padrão de consumo na velhice, quando em geral ocorre uma queda no
rendimento do trabalho. (Fonte: http://www.ipea.gov.br/pub/td/td0691.pdf)

Através da previdência os indivíduos abrem mão de uma parte da renda
na juventude para manter no nível de consumo na maturidade, após sua
aposentadoria, onde os gastos com saúde (medicamentos, planos de
saúde, médicos, hospitais) tendem a ser mais elevados.

Previdência Oficial - Futuro Incerto

No Brasil o INSS é a previdência oficial, através dele todo
trabalhador com registro em carteira é obrigado a contribuir para se
aposentar no futuro. O grande problema do nosso INSS é que ele
trabalha em um regime de repartição simples ou seja, os
trabalhadores da ativa "sustentam" os aposentados, esse regime é
eficiente na chamada estrutura etária de pirâmide, sociedades com
grande número de jovens na ativa e poucos aposentados, só que com a
nova lógica demográfica em que a expectativa de vida é cada vez maior
e as taxas de natalidade cada vez mais baixas, as pirâmides estão
ficando de cabeça para baixo, e esse sistema tem se mostrado
ineficiente. Estudos mostram que o déficit da previdência tende a
aumentar no futuro, o que por sua vez se traduz em regras mais rígidas
para aposentadoria e menores rendimentos. O que fazer?

Previdência Privada

Uma maneira de não depender somente do INSS é contratar um plano de
previdência privada. As previdência privada utiliza o chamado regime
de capitalização composta em que o dinheiro do contratante do plano é
investido em diferentes ativos (imóveis, ações, empréstimos, etc), formando
um montante que dependerá do valor das contribuições individuais, o
tempo de contribuição e principalmente o retorno da carteira de
investimentos.


Modalidades de Previdência Privada

A previdência privada pode ser de dois tipos: Fechada ou Aberta.

Previdência Fechada

A entidades de previdência fechada, também conhecidas como fundos de
pensão, são entidades sem fins lucrativos restritas a empregados de
uma empresa ou grupos de empresas, nesse tipo de previdência, os
empregados entram com uma parte da poupança e as empresas
(patrocinadores) entram com outra parte, formando um montante que
futuramente servirá para aposentadoria dos empregados, complementando
os rendimentos da aposentadoria oficial (INSS).

As maiores entidades de previdência fechada do Brasil são: PREVI
(Banco do Brasil), PETROS (Petrobrás) e FUNCEF (Caixa Econômica
Federal). No passado os brasileiros sofreram bastante com planos de
previdência que faliram, um exemplo é a Capemi, que pertencia aos
servidores das forças armandas, passou por diversas turbulências e
caiu no descrédito dos brasileiros, atualmente quem fiscaliza as
entidades de previdência fechada, ou previdência complementar é a
Superintendência Nacional de Previdência Complementar (PREVIC), órgão
reconhecido pela capacidade de seus recursos humanos composto por
Auditores Federais e pela rigidez em suas regras que garantem uma boa
margem de segurança aos contratantes dos planos de previdência
complementar.

O Capital Internacional vem da poupança da classe média

É bom lembrar que a maior parte do chamado capital internacional (também o especulativo) , aquele dinheiro que gira o mundo em busca de boas oportunidades de investimento, ao
contrário do que impera no senso comum não pertence a grandes magnatas
bilionários, mas sim a pessoas comuns de classe média, como os
professores da cidade de Nova York ou aos bancários que passam o dia
autenticando pagamentos nos guichês de caixa do Banco do Brasil, e que
mensalmente fazem depósitos para garantir uma aposentadoria mais confortável.

Previdência Aberta

A previdência aberta pode ser contratada por qualquer indivíduo que
aspire uma renda acional a do INSS, para contratá-la basta se dirigir
a uma agência bancária ou falar um corretor de seguros. As
previdências são de dois tipos: PGBL (plano gerador de benefício
livre) e VGBL (vida gerador de benefício livre). Em geral os bancos
oferecem modalidades diferentes de planos para os investidores, que
podem optar desde planos mais conservadores em que a maior parte dos
recursos são aplicados em ativos de renda fixa, como títulos públicos
até planos mais agressivos, que alocam uma fatia maior de recursos em
ativos de renda variável como ações. O grande problema dos planos de
previdência abertos são as taxas cobradas pelos bancos, as principais
são as Taxa de Administração, cobradas sobre o patrimônio e Taxa de
Carregamento, cobrada sobre as contribuições, o que faz com que a
maior parte dos planos de previdência brasileiros tenham rentabilidade
real (acima da inflação) muito próxima de zero.

PGBL

No caso dos PGBLs a grande vantagem está em deduzir as contribuições
na base de cálculo do Imposto de Renda para quem faz a declaração na
modalidade completa, o limite de contribuições é de 12% da renda anual
do contribuinte, assim quem ganhou R$ 100.000 no ano passado terá seu
imposto de renda cobrado sobre R$ 88.000 (100 mil - 12%), economizando
assim 27,5% do valor abatido (R$ 12.000), é bom lembrar que se o
investidor resolver sacar os recursos do plano no meio do caminho
estará sujeito a pagar uma alíquota bastante alta de Imposto de Renda,
que no caso do PGBL é cobrada sobre o patrimônio, a alíquota é
decrescente, quanto maior o tempo menor será o Imposto de Renda.

VGBL

Em relação aos VGBLs não vejo vantagem nenhum nesse tipo de plano, uma
vez que os valores investidos não podem ser deduzidos no Imposto de
Renda e as taxas de administração e carregamento são bastante elevadas
em relação a outras modalidades de investimento. A grande diferença
entre os VGBL e os PGBL é que o imposto de renda no resgate do VGBL
incide sobre os lucros do investimento, enquanto que no PGBL incide
sobre o patrimônio total do investimento.

Vale a pena?

Se o indivíduo declara o imposto de renda pelo modelo completo e vai
fazer um plano de previdência para resgatar somente na aposentadoria,
sim, vale a pena pois ele vai ter uma vantagem fiscal que justificará
a rentabilidade baixa do plano, no entanto, se não estiver enquadrado
nesse perfil, a menos que consiga uma taxa de administração baixa e a
dispensa da taxa de carregamento, não vejo vantagem em fazer um plano
desse tipo (PGBL ou VGBL), é melhor estudar um pouco e fazer sua
carteira de investimentos para aposentadoria por conta própria.

9 de out. de 2010

Ache e compare seu fundo de investimento

Mais uma dica de site:

http://www.comoinvestir.com.br/Paginas/Default.aspx

Lá tem uma ferramenta muito útil em que você pode achar as taxas de administração e rentabilidade dos mais diversos fundos de investimento. Tem também um bom material sobre finanças pessoais.

8 de out. de 2010

ETF´s: Melhor que os fundos de investimento em ações


 ETF – Uma alternativa aos fundos de Investimento em ações

Investir em fundos de investimento em ações tem suas vantagens e
desvantagens, por um lado existe a tranqüilidade de ter um gestor
profissional cuidando de suas ações por outro o custo elevadíssimo da
taxa de administração e os pagamentos de Imposto de Renda, o popular
come-cotas que incide periodicamente sobre os fundos.

O que surpreende é que grande parte dos fundos de investimentos em
renda variável são passivos, isto é, mantém uma carteira fixa,
tentando replicar um índice como o IBOVESPA, IBRX-50, um setor
específico, ou até mesmo uma ação como Petrobrás ou Vale, nesses casos
o valor cobrado pelos gestores não faz jus ao seu trabalho.

Sabemos que além de ser um trabalho fácil de fazer, replicar um índice de ações diminui o risco da carteira de ações, o grande problema é que usar como referência um índice com 50 ações
diferentes é praticamente impossível para o pequeno investidor,
imagine quanto dinheiro ele teria que ter para comprar todas essas ações nas
devidas proporções e ainda, quanto gastaria de taxa de corretagem.
Então a solução é mesmo investir em fundos de investimento e pagar a
salgada taxa de administração, que como sabemos incide no patrimônio e
não nos rendimentos?

Não, existe uma alternativa, os ETFs!

O que são ETFs:

ETF é a abreviação de Exchange Trade Fund, que é uma unidade
negociável na Bolsa de Valores como se fosse uma ação, mas que reune
um número variável de ações.Cada ETF se propõe a representar
determinado índice de ações ou um segmento setorial de ações, ou ainda
ações de determinados países. (Wikipedia)

Resumindo, ETF são fundos de investimento com taxas de administração
baixíssimas, (diria até ínfimas em relação as cobradas pelos fundos
geridos por bancos e corretoras) cujos papéis são negociados em bolsa
como se fossem ações, assim quando o investidor investe em um papel de
ETF ele tem o poder da diversificação de um fundo de investimento mas
por um custo baixíssimo, composto por uma pequena taxa de
administração e a corretagem cobrada por investimentos em ações.
Apesar de ainda não serem muito popular no Brasil, os ETFs são uma
febre lá fora, nos EUA existem mais de 900 ETFs negociados em Bolsa,
com um patrimônio próximo de US$ 800 Bilhões!
Atualmente vários gestores internacionais estão implantando ETFs no
Brasil, sendo que o mais tradicional e também com maior liquidez é o PIBB ou PIBB11.

PIBB 11

Em 2004, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social –
BNDES, através de uma iniciativa pioneira no Brasil, lançou o PIBB –
Fundo de Índice Brasil-50 – Brasil Tracker, um fundo de investimento
em ações que tem por objetivo refletir, com a maior fidelidade
possível, o desempenho de um dos principais índices de referência para
o mercado de ações brasileiro, o IBrX 50.

IBrX -50

O IBrX-50 é um índice que mede o retorno total de uma carteira teórica
composta por 50 ações selecionadas entre as mais negociadas na BOVESPA
em termos de liquidez, ponderadas na carteira pelo valor de mercado
das ações disponíveis à negociação.
Ações Elegíveis para o Índice
O índice IBrX-50 é composto pelos 50 papéis mais líquidos da BOVESPA,
escolhidos de acordo com os critérios de inclusão descritos abaixo.
Critérios de Inclusão de Ações no Índice
Integram a carteira do IBrX-50 as ações que atendem cumulativamente
aos critérios a seguir:
a) ser uma das 50 ações com maior índice de negociabilidade apurados
nos doze meses
anteriores à reavaliação;
b) ter sido negociada em pelo menos 80% dos pregões ocorridos nos doze
meses anteriores à
formação da carteira.
Cumpre ressaltar que companhias que estejam sob regime de recuperação
judicial, processo
falimentar, situação especial, ou ainda que tenham sofrido ou estejam
sob prolongado período de
suspensão de negociação não integrarão o IBrX-50.

Para quem é recomendado:

Para todos que querem investir em ações: Menos arriscado que investir
em papéis individuais e bem mais barato do que os fundos de
investimento, cuja taxa de administração anual é em média 40 vezes
maior que a do PIBB11.

Como Investir?

O investimento é similar ao de quem compra uma ação, uma vez
cadastrado em uma corretora, através do Homebroker basta colocar o
código PIBB11, verificar a cotação e comprar durante o pregão. Na
venda o cálculo do IR é o mesmo do utilizado nas operações com ações.
O PIBB11 consegue realmente obter a rentabilidade do IBrX-50?
Não só vem conseguindo, como até tem superado a rentabilidade, no
geral, a rentabilidade acumulada do PIBB11 é superior ao IBrX-50,
referência que raríssimos (não poquíssimos) fundos conseguem obter,
sejam eles passivos ou ativos. Sugestão: Resgate o dinheiro do fundo
de investimento em ações e coloque o mais rápido possível em papéis do
PIBB11.
Rating*: $$$$$
* Mínimo = $ e Máximo = $$$$$


Rendimento PIBB X IBrX 50