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19 de nov de 2010

EUA X CHINA: Guerra ou Acordo Cambial?

Na década de 80 o Japão exportou bastante para os Estados Unidos, foi a época dos carros Toyota, walkman Sony e relógios Cassio entre outros produtos. O resultado do excesso de exportações foi uma supervalorização do Iene (ou Yen) em relação ao Dólar. As exportações fizeram os japoneses ficar muito ricos, no entanto seus produtos ficaram muito caros pelo excesso de valorização da moeda e o Japão perdeu sua velocidade de crescimento, passou quase duas décadas estagnado.

A China não cometeu o mesmo erro, lá o fluxo cambial é controlado pelo governo, não é livre como era no Japão e como prega os economistas clássicos adeptos do "laissez faire". Se a China deixar entrar todos os dólares gerados com suas exportações, a oferta de dólar vai superar a demanda, isto é, vai sobrar dólares, fazendo seu valor cair e a moeda chinesa, o Yuan, se valorizar como aconteceu com o Japão, prejudicando o ponto forte das exportações da China que é o baixo preço. Assim, os chineses utilizam as divisas geradas por suas exportações para comprar títulos da dívida americana, mantendo os dólares nos EUA e o seu câmbio artificialmente baixo. Por outro lado os EUA são os maiores compradores dos chineses, e financiá-los comprando títulos da dívida pública é um negócio da China!

Já os americanos precisam dos chineses, pois seu governo gasta bem mais do que arrecada, necessitando de financiar o déficit público através da emissão de títulos da dívida, que por sua vez tem os chineses como os seus maiores compradores mesmo pagando uma taxa de juros real negativa, em outras palavras, quem empresta ao Tio Sam resgata valores com poder de compra mais baixos do que quando emprestou, poderíamos até dizer que os americanos ganham para pegar dinheiro emprestado, mas os chineses parecem não se incomodar com isso, a dúvida é até quando essa relação vai permanecer?

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