Arquivo do blog

24 de jan. de 2011

Funcionários endividados produzem menos - Diz pesquisa

Planejador Financeiro (Valter Police Jr.) comenta que empresas investem em educação financeira para aumentar a produtividade dos funcionários:


Fonte: UOL Economia/Vídeos

Nada que a Consultoria Financeira Pessoal não ajude a resolver!

Que tal investir em Palestras e Cursos Educativos na sua empresa?

22 de jan. de 2011

As Ações mais indicadas para 2011

A revista ISTOÉ DINHEIRO ouviu diversas corretoras e elaborou o quadro abaixo com as ações mais indicadas para 2011 e seu potencial de valorização:



16 de jan. de 2011

Giro x Retorno

Pouquíssimos investidores conseguem bater os índices de referências em ações (Ex. IBOVESPA, DowJones, etc). Os que conseguem estão dentro do padrão normal de distribuição estatística. Em uma compação grosseira: se você jogar uma moeda (equilibrada) para cima dez vezes, dificilmente você conseguirá obter 10 caras ou 10 coroas, mas se mil pessoas fizerem as mesmas jogadas, provavelmente uma conseguirá obter 10 caras ou 10 coroas. Assim, temos milhares de investidores individuais, a grande maioria perderá para o Ibovespa e um pequeno percentual por obra do acaso (lê-se sorte) conseguirão superar o índice de referência.

O que não consigo entender nisso tudo é como pessoas bem formadas, referências em suas áreas profissionais, caem nas armadilhas do "Giro da Carteira". Estratégias traçadas por corretoras de ações tentam passar para o investidor comum a idéia de que ele pode enriquecer em pouco tempo na bolsa, e que para isso precisa girar a carteira seguindo as dicas especiais da corretora e dos agentes autônomos de investimento. Resultado para o investidor: grande frequência de compra e venda de ações, altos custos de corretagem, emolumentos e impostos, riscos desnecessários e retorno inferior aos índices de benchmark (Ibovespa). Resultado para a Corretora e Agentes Autônomos de Investimento: Grande volume de Corretagem e Lucro.

Nas minhas apresentações quando falo que operações ativas trazem retornos inferiores a operações passivas (ex. Investir em um ETF) quase sou linchado pela platéia. Sei que ninguém gosta de ver os seus sonhos destruídos, é natural do ser humano querer acreditar no que é mais conveniente para si, mas afirmo que é melhor se decepcionar agora do que depois de perder dinheiro.

Para corroborar com as idéias que estou expondo colocarei uma série de estudos acadêmicos que demonstram isso:

O primeiro é um artigo publicado no "THE JOURNAL OF FINANCE", publicação de referência na área de finanças, em que os autores analisaram as operarações  de 66.465 clientes de uma corretora americana durante 6 anos e chegaram a conclusão de quanto mais trade os investidores fizeram, menores foram os seus retornos.


Estudo acadêmico que mostra que quanto maior o giro da carteira de ações, menor tende a ser o retorno do investimento:
http://faculty.haas.berkeley.edu/odean/Papers%20current%20versions/Individual_Investor_Performance_Final.pdf



Trading Is Hazardous to Your Wealth:

The Common Stock Investment Performance

of Individual Investors
BRAD M. BARBER and TERRANCE ODEAN


ABSTRACT

Individual investors who hold common stocks directly pay a tremendous performance
penalty for active trading. Of 66,465 households with accounts at a large
discount broker during 1991 to 1996, those that trade most earn an annual return
of 11.4 percent, while the market returns 17.9 percent. The average household
earns an annual return of 16.4 percent, tilts its common stock investment toward
high-beta, small, value stocks, and turns over 75 percent of its portfolio annually.
Overconfidence can explain high trading levels and the resulting poor performance
of individual investors. Our central message is that trading is hazardous to your
wealth.

9 de jan. de 2011

Agentes Autônomos de Investimento e Irracionalidade


Só quem pode comprar e vender ações na bolsa são as corretoras de valores mobiliários, ou corretora de ações como são mais conhecidas. Os investidores enviam suas ordens para as corretoras via telefone ou homebroker e a corretora executa as respectivas ordens.

A maior parte das corretoras fica no eixo Rio-São Paulo, com  um peso maior para São Paulo. Para ganhar capilaridade as corretoras atuam através de afiliados, os agentes autônomos de investimento (AAI). Os AAI são indivíduosque  após se submeter a uma prova da ANCOR (relativamente fácil), se cadastra na CVM e passa a atuar como intermediário entre a corretora e os seus clientes, podendo atuar como pessoa física ou constituir uma pessoa jurídica; A atuação do AAI é parecida com a do corretor de seguros, mas ao invés de ganhar uma comissão sobre a venda de um seguro, os AAI ganham sobre as operações com ações.

Quanto mais operações os investidores fazem, mais os AAI ganham. Esse é o grande problema! Diversos estudos mostram que as operações de curto prazo não são a melhor estratégia de investimento, principalmente por causa do custo de transação, ou seja os custos de corretagem que "engolem" o lucro do investidor. Os AAI recebem em média metade da corretagem gerada pelos clientes que ele prospectarem para as corretoras. Se seus clientes seguissem a bem sucedida estratégia  conhecida como "Buy and Hold" (adotada por grandes investidores como Warren Buffet), ou seja de comprar e segurar por um longo prazo, os AAI não ganhariam nada.O trabalho dos AAI, portanto, é fazer os seus clientes comprar e vender ações no menor tempo possível, fazendo o seu capital "girar" e o volume de corretagem se multiplicar;

Baseados na idéia de que estão prestando o melhor serviço para seus clientes, os AAI na maioria das vezes cobram ainda uma taxa de corretagem mais alta, agravando ainda mais a situação dos seus clientes (ou vítimas?). Eles costumam utilizar a  chamada tabela bovespa, assim, em uma operação de R$ 30 mil (compra e venda), as corretoras acabam cobrando aproximadamente R$ 650,00 dos clientes, enquanto que se o mesmo operasse na tabela fixa gastaria apenas R$ 30 em média. Nesse caso, a opinião do AAI está valendo R$ 620,00. Na operação exemplificada os AAI recebem aproximadamente R$ 325 por uma operação de poucas horas, cujo risco pertence ao seu cliente, nada mal né? Ainda mais se conseguirem fazer dezenas de operações como essa por dia.

Digo e repito "Ninguém Vence o Mercado Sistematicamente", nem os melhores operadores, dotado das melhores informações. Assim, se o garoto espinhento promete uma taxa de retorno de 5% ao mês tome muito cuidado! Com certeza para conseguir isso, ele arriscará muito o seu dinheiro, mais cedo ou mais tarde a casa cairá.

Como agir diante do seu agente autônomo de investimentos:

Ligue para o seu AAI e peça a ele uma carteira de Longo Prazo com base em análise fundamentalista (todas as corretoras tem esse material), peça para operar pela tabela fixa, e quando ele ligar dizendo que tem um trade certo para ganhar dinheiro, diga que não está interessado.

Para completar, faça uma análise dos trades sugeridos por seu corretor, calcule o que você ganhou e o que pagou de corretagem, tenho quase certeza que você terá ganhado menos que seu AAI. Faça um Benchmark com o Ibovespa, será que vale a pena continuar?

2 de jan. de 2011

Operações com Opções - Como fazer



Operações com  Opções


Para efeito de estudo, dividiremos as operações com opções em três tipos:

  1. Compra e Venda (“compra a seco”);
  2. Lançamento Coberto;
  3. Travas

  1. Compra e Venda

As opções são negociadas no pregão tal quais as ações. As opções são compradas e vendidas de acordo com o preço de mercado que muda a cada segundo. As opções possuem volatilidade acentuada, e não raro chegam a subir ou cair 40-50% ao dia. Existem casos em que opções se valorizam até 800% em um mesmo dia. Imagine comprar uma opção por R$ 1,00 e vender por R$ 9,00! Histórias de sucesso com compra e venda de opções se difundem rapidamente no mundo conectado através de redes de relacionamento e web fóruns, atraindo uma grande leva de investidores.

A verdade, no entanto, é que comprar opções sem nenhuma cobertura (“a seco”) é um investimento de grande risco. Os números mostram que é muito mais provável uma opção virar “pó” do que gerar grandes retornos. Virar “pó” no jargão do mercado é o mesmo que não ser exercida, ou seja, quando o preço de exercício na data de vencimento das opções de compra é maior que o preço de mercado e elas passam a não valer nada.

Operar opções a seco é especulação pura, investidores maduros evitam tamanha exposição ao risco.

Se uma ação cai em determinado mês ela pode se recuperar no próximo ou daqui a seis meses, uma opção não, sua vida útil não chega a 3 meses, se não subir nesse período vira “pó”!


  1. Lançamento Coberto

As operações de lançamento coberto consistem em comprar e manter as ações e carteira e lançar opções de compra. Através do hedge com lançamento de opções é possível ter uma boa rentabilidade em um mercado estável, e ganhar até mesmo na baixa, além de reduzir significativamente o risco da carteira de ações.

O lucro de uma operação de lançamento coberto é composto de duas partes: a primeira parte refere-se ao prêmio recebido pela opção lançada, enquanto que a segunda parte é o lucro (ou prejuízo) obtido com a ação entre a compra da ação e o vencimento das opções.

Lucro = Variação da Ação + Prêmio da Opção

Exemplo:

João acaba de entrar no mercado de ações, após se aconselhar com um amigo comprou 1000 ações da Petrobrás, PETR4  por R$ 78,51  e lançou 1000 opções de Compra PETRD80 por R$ 1,62. A operação ocorreu uma semana antes do vencimento das opções. João será exercido se a ação superar o preço de exercício da opção que é de R$ 80,00.
Se isso acontecer seu lucro bruto terá sido de R$ 3,01  por ação:
R$ 1,62 referente às opções +
R$ 1,49 referente as operações com a ação (R$ 80,00 – R$ 78,51),
Uma rentabilidade de aproximadamente 3,8% em uma semana!

Mercado “de lado”

E se o preço não se alterar? Se João estivesse apenas com a ação não teria ganhado nada, mas como ele lançou a opção e não foi exercido, obteve o lucro referente a opção: R$ 1,62. O que garantiu uma rentabilidade bruta superior a 2% em apenas uma semana. Os números mostram que no mercado brasileiro é possível dobrar um capital ao longo de pouco mais de um ano usando as operações de lançamento coberto caso o preço da ação-objeto permaneça constante.

O outro lado do Caso:

Desconsiderar os custos de corretagem e emolumentos da Bovespa:

  1. Caso Ana não tivesse lançado as opções, qual teria sido seu lucro ou prejuízo? Lançando Opções, qual foi o lucro ou prejuízo de Ana nesse período?
  2. Se a ação tivesse fechado a R$ 55,00 no vencimento. Determinar o lucro ou prejuízo de Ana na operação das ações da VALE com e sem o lançamento de opções.

Modalidades de Lançamento Coberto

a) Lançamento fora do Dinheiro
(Out of The Money-OTM)

b) Lançamento no Dinheiro
(At The Money-ATM)

c) Lançamento dentro do Dinheiro
(In The Money-ITM)


Lançamento fora do Dinheiro
(Out of The Money-OTM)
Quando o preço de exercício da opção é o superior ao preço da ação-objeto no dia do lançamento da opção. Ex. Ana compra VALE5 por R$ 50,00 e simultaneamente lança VALEC52, recebendo o prêmio de R$ 1,30. O lucro máximo da operação é a soma do prêmio recebido pela opção com o lucro da ação, no caso de Ana, seu lucro máximo será de R$ 3,30 (1,30 + 2,00). Ana terá prejuízo se a ação estiver abaixo de R$ 48,70 no dia do vencimento das opções. Essa operação é indicada quando o mercado indicar tendência de alta para a ação objeto.

Lançamento no Dinheiro
(At The Money-ATM)
Quando o preço de exercício da opção é o mesmo do preço da ação-objeto no dia do lançamento da opção. Ex. Ana compra VALE5 por R$ 50,00 e simultaneamente lança VALEC50, recebendo o prêmio de R$ 2,50. O lucro desta operação está limitado ao prêmio da opção, caso a ação suba, Ana não terá nenhum lucro adicional. Ana terá prejuízo se a ação estiver abaixo de R$ 47,50 no dia do vencimento das opções. Essa operação é indicada quando o mercado estiver sem tendência definida para a ação objeto.

Lançamento dentro do dinheiro
(In The Money-ITM)
Quando o preço de exercício da opção é o inferior ao preço da ação-objeto no dia do lançamento da opção. Ex. Ana compra VALE5 por R$ 50,00 e simultaneamente lança VALEC48, recebendo o prêmio de R$ 4,00. O lucro máximo da operação é a soma do prêmio recebido pela opção com o prejuízo da ação, no caso de Ana, seu lucro máximo será de R$ 2,00 (4,00-2,00). Ana terá prejuízo se a ação estiver abaixo de R$ 46,00 no dia do vencimento das opções.  Essa operação é indicada quando o mercado estiver com tendência de pequena baixa leve para a ação objeto.

Lucro:
Nos exemplos anteriores, Ana compra VALE5 por R$ 50,00 e lança opções simultaneamente. O quadro abaixo apresenta o lucro máximo de Ana por ação para cada uma das modalidades de lançamento coberto:

Lançamento:
Lucro Máximo/Prejuízo com Ação
Lucro do Prêmio
Lucro Máximo Total
OTM (VALEC52)
R$ 2,00
R$ 1,30
R$ 3,30
ATM (VALEC50)
R$ 0,00
R$ 2,50
R$ 2,50
ITM (VALEC48)
-R$ 2,00
R$ 4,00
R$ 2,00

Risco e Retorno:
No quadro anterior ficou claro que as operações de lançamento de opções fora do dinheiro são as que apresentam maior possibilidade de lucro máximo, no entanto, as operações com opções também obedecem ao princípio geral das finanças de que quanto maior o retorno, maior o risco.

No quadro abaixo apresentamos para o mesmo exemplo a rentabilidade máxima e a segurança máxima (queda máxima suportada pela ação-objeto) para cada uma das operações:

Lançamento:
Retorno Maximo
Segurança Máxima
OTM (VALEC52)
6,60%
2,60%
ATM (VALEC50)
5,00%
5,00%
ITM (VALEC48)
4,00%
8,00%


Rolagem:
A sugestão desse material é que as operações com opções sejam feitas mensalmente, de forma que sempre que vencer uma série de opções o investidor faça o lançamento de outra série. Utilizando o horizonte de um mês é possível que as ações subam bastante ou mesmo caiam em demasia. Nesses casos as operações de rolagem com opções podem ser utilizadas para obter uma parte desse aumento, elevando ainda mais a rentabilidade das operações, ou mesmo para reduzir ou anular as perdas nos casos de queda do preço das ações.

As Operações de rolagem consistem em comprar a opção vendida e vender uma opção com outro “strike”. As rolagens podem ser para cima ou para baixo.

A rolagem para cima ocorre quando o investidor quer obter um lucro maior em suas operações, devido ao fato da ação-objeto ter subido mais do que ele imaginava, nesse caso investidor recompra a opção vendida e vende uma série de opções superior.

Exemplo – Rolagem para cima

            No dia 21/11/07, Paulo comprou ações VALE5 por R$ 49,00, simultaneamente vendeu opções VALEA50 por R$ 4,30. Seu lucro máximo nessa operação seria, portanto de R$ 5,30 caso a ação estivesse sendo negociada por R$ 50,00 ou mais no dia do vencimento, ou seja, ele recebeu R$ 4,30 do prêmio da opção e poderia ganhar até mais R$ 1,00 com a ação já que comprou por R$ 49,00 e ficou “vendido” a R$ 50,00.
            No dia 07/12/2007 após um aumento acentuado no preço da VALE5, que estava sendo negociada a R$ 54,52, Paulo resolveu fazer uma rolagem de suas operações: Recomprou VALEA50 que havia lançado, pagando um prêmio de R$ 6,50 e lançou VALEA52 recebendo um prêmio de R$ 5,70, ou seja, pagou um diferencial no prêmio de R$ 0,80 (6,50-5,80) para ter direito a um possível aumento de lucro de R$ 2,00 (52,00-50,00) com as VALE5.
            Se no vencimento  VALE5 estiver sendo vendida por mais de R$ 52,00, Paulo garantirá um aumento de R$ 1,20 em seus lucros por ação, totalizando assim R$ 6,50 na operação. (valores reais)

Exemplo – Rolagem para baixo

            Em 12/12/2007 um investidor comprou VALE5 por R$ 51,50 e lançou VALEA52 por R$ 3,60, operação que garantiria lucro caso a vale se mantivesse acima dos R$ 47,90 até a data de vencimento. No entanto, no dia 07/01/2008, VALE5 estava sendo vendida por R$ 47,80, colocando o investidor numa situação de prejuízo caso o preço fosse mantido até o vencimento.
            Para evitar o prejuízo o investidor recomprou VALEA52 por R$ 0,70 e lançou VALEA50 por R$ 1,30, garantindo mais R$ 0,60 de recebimento de prêmio (1,30 – 0,70), nessa nova situação, caso VALE5 se mantivesse em R$ 47,80, o investidor ao invés de prejuízo teria lucro de aproximadamente R$ 0,50 por ação. (valores reais)

  1. Travas

            Operação exclusivamente com opções, em que o investidor compra opções de um strike e vende opções de outro strike, as travas podem ser de alta ou de baixa.


Trava de Alta

Na trava de alta o investidor compra opções de um strike mais baixo e vende opções de um strike mais alto, nesse tipo de operação o investidor espera a alta do mercado.

Exemplo – Trava de Alta

                        Em 27/11/2007 o investidor comprou Opções VALEA50 por R$ 3,40 e vendeu opções VALEA52 por R$ 2,75, no dia seguinte, após uma alta, as opções VALEA50 estavam sendo vendidas a R$ 4,90 enquanto que as VALEA52 estavam sendo vendidas a R$ 3,80. Se o investidor resolvesse “zerar” suas operações, ou seja vender as opções compradas, e comprar as vendidas teria obtido um lucro bruto de R$ 0,45 em um dia para um investimento de aproximadamente  R$ 0,65 (3,40-2,75), o que garantiria uma rentabilidade próxima de 70% em um único dia.

Trava de Baixa

Na trava de baixa o investidor vende opções de um strike mais baixo e compra opções de um strike mais alto, nesse tipo de operação o investidor espera a baixa do mercado. Como as opções de strikes mais baixas são vendidas por um preço maior do que as que são compras (strike superior), o lucro máximo obtido pelo investidor será obtido por essa diferença, e só ocorrerá caso o mercado caia.

Exemplo – Trava de baixa

Em 07/12/2007 um investidor vendeu opções VALEA50 por R$ 5,80 e comprou opções VALEA52 por R$ 4,75, obtendo uma diferença de R$ 1,05 para montar a operação, o investidor “segurou” a operação até o vencimento, quando as ações VALE5 fecharam a R$ 43,70 e, portanto as opções não foram exercidas. O investidor obteve, portanto o lucro da montagem da operação R$ 1,05. Nesse tipo de operação é retida uma margem relativa à diferença entre as opções, ou seja, R$ 2,00.

Opções - Definição e Funcionamento

O que são opções?

As opções são instrumentos financeiros classificados como derivativos. Derivativo é aquele que deriva de um ativo real, no caso, a opção é um direito ou obrigação derivada de uma ação. A opção é um contrato que dá a seu titular o direito de comprar ou vender um ativo a um preço predeterminado numa certa data, ou antes dela.

 Ação-Objeto
 
Ação-objeto é a ação vinculada ao contrato de opções. No Brasil, poucas ações possuem liquidez no mercado de opções, destacando-se as ações da Petrobrás (PETR4) e da Vale (VALE5), as opções vinculadas as demais ações negociadas na Bovespa são mais difíceis de comprar e vender, portanto, mais sujeitas a riscos.
 
Opções de Compra e de Venda
 
As opções podem ser de compra (calls) ou de venda (puts).
 
Opções de Compra
 
No caso das opções de compra o titular (comprador), tem o direito de comprar a ação por um preço pré-determinado em uma data futura, enquanto que o lançador (vendedor) tem a obrigação de vender a ação caso o titular opte em comprar.

Opções de Compra

 
Opções de Venda

 
No caso das opções de venda o titular (comprador), tem o direito de vender a ação por um preço pré-determinado em uma data futura, enquanto que o lançador (vendedor) tem a obrigação de comprar a ação caso o titular exerça a opção de vender. As operações com opções de venda têm pouca liquidez no Brasil, nesse trabalho nos concentraremos em explicar e analisar as opções de compra.

Preço de Exercício

É o preço pré-determinado para a venda ou compra na data de vencimento.

Prêmio

É o valor pago pelo titular ao lançador por uma opção. O prêmio é pago à vista.

Opções Americanas e Européias


As opções podem ser do tipo Americana ou Européia. As opções americanas podem ser exercidas a qualquer momento até o vencimento, são as que utilizamos no Brasil atualmente, enquanto que as opções européias só podem ser exercidas na data de vencimento.

O  mercado brasileiro de opções

Liquidez

O mercado brasileiro de opções sobre ações ainda está em desenvolvimento, bastante aquém de mercados maduros como o dos Estados Unidos. No mercado brasileiro atual, só existe liquidez para opções de compra do tipo americana, das empresas Petrobrás e Vale. São essas operações que serão analisadas nesse material. As opções da Vale e da Petrobrás podem ser facilmente negociadas (compradas e vendidas) ao longo do seu prazo de validade.

Vencimento

As opções brasileiras vencem na terceira segunda-feira de cada mês. Caso o dia seja feriado, o vencimento será no dia útil imediatamente posterior.

Formação do Código das Opções na Bovespa

Enquanto que o código das ações na Bovespa é composto por quatro letras e um número (ex: PETR4, VALE5, etc), os códigos das opções são formados por cinco letras e dois números (Ex: VALEC48, PETRC66, etc) onde as quatro primeiras letras representam a ação-objeto, a quinta letra o mês de vencimento (ver tabela) e os dois números finais, normalmente representa o preço de exercício. Os preços de exercício da opção são graduados de dois em dois reais, normalmente números pares. Ex:  VALEC48, VALEC50, VALEC52, etc.

Tabela de Vencimento

LETRA
Mês de Vencimento
A
Janeiro
B
Fevereiro
C
Março
D
Abril
E
Maio
F
Junho
G
Julho
H
Agosto
I
Setembro
J
Outubro
K
Novembro
L
Dezembro

Analisando opção VALEK56 teríamos a seguinte composição VALE-K-56, onde:
VALE = Ação-Objeto (VALE5)
K = Mês de Vencimento (Novembro);
56 = Preço de Exercício (R$ 56,00).

Aprenda aqui a fazer as operações: http://www.economiaerealidade.com/2011/01/operacoes-com-opcoes-como-fazer.html

Operações com Opções - As minhas preferidas



Para quem acha que investimentos em renda fixa rende muito pouco e que aplicar em ações é muito arriscado, a solução pode estar nas opções sobre ações. Vou tentar explicar melhor antes que você me chame de louco e irresponsável: as opções são derivativos financeiros, e investir diretamente em opções, tipo de operação conhecida no mercado como "compra a seco", é um dos caminhos mais rápidos para perder dinheiro, assim, apesar de ser possível no curto prazo gerar lucros maiores do que o capital investido, não aconselho ninguém a fazer esse tipo de operação, mais adiante explicarei com mais detalhes os motivos.

A minha sugestão é utilizar as opções para proteger o investimento, operação conhecida como HEDGE (lê-se Rédge). A lógica do hedge é abrir mão de um lucro maior quando as ações subirem por um proteção maior em caso de queda das ações, dessa forma o investidor que faz esse tipo de operação lucrará menos quando o mercado subir, e perderá menos quando o mercado cair. A idéia,  da operação, portanto, é estar no meio do caminho entre as perações de renda fixa e os investimentos em ações.

Em 2010, o mercado pouco subiu, também pouco caiu, no jargão do mercado "andou de lado". Esse é o cenário ideal para quem faz operações de hedge utilizando lançamento de opções, pois além de mais seguras do que simplesmente comprar as ações, é possível obter excelentes retornos nesse tipo de operação. Para ser mais específico, é possível obter uma rentabilidade líquida de mais de 3% ao mês, taxa em que o capital dobra num período inferior a 2 anos. Para fazer esse tipo de operação através de operações estruturadas com defesas definidas é preciso entender bem como funciona o mercado de opções.

A operação de lançamento coberto de opções é uma das minhas preferidas, foi através delas que consegui boa parte dos recursos para comprar o meu apartamento, o interessante são as variações desse método, os casamentos com outras operações com opções como travas de baixa e travas de alta, e a sensação de controle que ela passa para o investidor. Nas próximas páginas explicarei o que são as opções, seu funcionamento, as peculiaridades do mercado brasileiro e as principais operações.

Aprenda aqui os conceitos: http://www.economiaerealidade.com/2011/01/opcoes-definicao-e-funcionamento.html

Aprenda aqui a fazer as operações: http://www.economiaerealidade.com/2011/01/operacoes-com-opcoes-como-fazer.html