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29 de nov. de 2010

Fuja da Tabela Bovespa!

Corretagem: Tabela Bovespa x Valor Fixo

No passado, antes dos homebrokers (sistemas de compra e venda de ações via internet), as corretoras recebiam as ordens de compra e venda de ações via telefone, e para atender a demanda dos investidores precisava manter uma grande quantidade de atendentes cuja função era basicamente receber ordens por telefone e executá-las, nesse tempo as corretoras também atuavam na bolsa por meio do viva-voz, ou simplesmente no "gogó", era a maior gritaria durante o pregão. 
Para criar uma referência de preços e orientar corretoras e investidores foi criada a tabela Bovespa, que comparada ao modelo americano cobrava preços extorsivos dos investidores para comprar e vender ações:

 Financeiro no dia
Percentual
Adicional
Até R$ 135,07
-
R$ 2,70
R$ 135,08 até R$ 498,62
2,00%
R$ 0,00
R$ 498,63 até R$ 1514,69
1,50%
R$ 2,49
R$ 1514,70 até R$ 3029,38
1,00%
R$ 10,06
R$ 3029,39 em diante
0,50%
R$ 25,21

            Atualmente a Bovespa já não opera por viva-voz, quase a totalidade das ordens de compra e venda de ações são realizadas pela internet, os computadores das corretoras conectam os sistemas internos ao sistema da Bovespa (megabolsa) garantindo agilidade e segurança ao investidor, nesse processo a demanda por funcionários no atendimento das corretoras é infinitamente menor que no passado, o que leva a custos menores para as corretoras. Hoje em dia a maior parte das corretoras utiliza valores fixos para corretagem, uma vez que para o sistema eletrônico das corretoras acatar uma ordem de compra de 100 reais ou 100 mil reais o custo é o mesmo. O sistema de corretagem com valor fixo, adotado pela maior parte das corretoras é o melhor tanto para pequenos quanto para os grandes investidores. O valor médio da taxa de corretagem fixa gira em torno de R$ 15, valor bem mais baixo do que os cobrados pelas corretoras que utilizam tabela bovepa.
            Na tabela abaixo uma comparação do valor da corretagem para uma operação de compra nos seguintes valores: R$ 1,5 mil, R$ 5 mil e R$ 50 mil


Valor da Corretagem
Valor da Operação
Tabela Bovespa
Fixa
R$ 1,5 mil
R$ 27,50
R$ 15,00
R$ 5 mil
R$ 35,06
R$ 15,00
R$ 50 mil
R$ 275,21
R$ 15,00
           
            A simulação mostra que a corretagem fixa tem um valor muito mais baixo do que a tabela Bovespa, principalmente para grandes operações. 

*A tabela Bovespa só leva vantagem sobre a corretagem fixa para valores inferiores a R$ 800, no entanto eu desaconselho qualquer investidor a fazer operações nesse valor, uma vez que o custo de transação da operação (corretagem e emolumentos) ficaria muito alto, próximo de 2%, assim se o indivíduo simplesmente fizer uma operação de compra e mais tarde de venda gastará com taxas quase 4% do valor investido, ou seja, precisará de retornos superiores a isso para começar a ganhar alguma coisa na operação, o que torna as operações de baixo valor com ações inviáveis.

Fuja da Tabela Bovespa!

            Algumas corretoras ainda utilizam a tabela Bovespa, essas são as preferidas dos agentes autônomos de investimento (AAI), representantes das corretoras, que ganham dinheiro através das comissões geradas pelas corretagens dos clientes que ele cadastra na corretora. Entre as práticas preferidas dos representantes das corretoras, além de influenciar os clientes a fazerem operações de curto prazo, estão, oferecer corretagens pela tabela bovespa, muitas vezes ofertadas como a melhor coisa do mundo, uma vez que eles estão dando um rebate (desconto na linguagem dos corretores) de 20% ou 30% na tabela. Nem se fosse um desconto de 50%! Uma operação de R$ 5 mil com 50% de desconto na tabela Bovespa ainda sai mais cara do que na tabela fixa. Outro ponto abordado pelos corretores é o da informação, que é diferenciada, melhores relatórios, etc. Para mim esse argumento não é razoável, uma vez que as melhores corretoras do Brasil trabalham com corretagem fixa, ainda oferecendo informações e atendimento de qualidade. Para finalizar os agentes autônomos de investimentos (AAI) costumam fisgar os clientes com o argumento "olhe para a rentabilidade e não para os custos", nesse caso é bom lembrar que os AAI não possuem autorização da CVM para orientar investimentos, e que isso constitui infração grave por parte deles, além de ser quase impossível que eles possuam qualificação técnica para superar a rentabilidade do mercado sistematicamente e com risco baixo, uma vez que dentre os melhores e mais bem pagos gestores do mundo, pouquíssimos conseguem essa façanha.

23 de nov. de 2010

Algumas considerações sobre a democratização do ensino superior


         

A democratização do ensino superior já é uma realidade no Brasil, o maior problema do processo é o brutal decréscimo na qualidade das instituições de ensino, que ocorreu com o intituito de reduzir custos e popularizar o acesso.

O Prouni, programa em que instituições de ensino trocam pagamentos de impostos por bolsas de estudo para pessoas incapazes de pagar pela mensalidade da faculdade é um dos grandes responsáveis por essa popularização, em pouco tempo o Prouni conseguiu ultrapassar as universidades federais em número de vagas oferecidas.

Um dos grandes problemas das instituições de ensino e dos potenciais alunos é a assimetria das informações, os futuros universitários não sabem diferenciar as boas e as más instituições, então para as faculdades passa a não valer a pena ser uma boa instituição uma vez que a diferença é quase imperceptível e isso implica em custos mais elevados, assim o resultado é uma tendência a mediocridade. 

Como resolver o problema? Através da utilização e divulgação de critérios objetivos de mensuração do ensino. O antigo provão do ministro de FHC Paulo Renato durou apenas o tempo necessário para que o lobby das universidades "populares" o derrubassem. O Enade é tão superficial que gastar tempo discutindo o seu formato é inócuo. Uma idéia razoável seria conjugar o desempenho das instituições de ensino ao número de vagas oferecidas no Prouni, ou até mesmo remunerar melhor as instituições com desempenho superior, dessa forma se criaria incentivos para a melhoria do ensino nessas instituições, complementando o dueto dos economistas Incentivos-Punições, poderia-se punir com menos vagas (ou mesmo ausência de vagas) e menor remuneração as instituições com resultados pífios.

Existe lugar para instituições de ensino de qualidade? Na minha opinião existe mercado para todos, um exemplo disso é a FGV e o IBMEC, instiuições de ponta, reconhecidas pela sociedade e que cobram mensalidades proporcionais a qualidade oferecida, mas para surgirem novas instituições que prezam pela qualidade o governo precisa fornecer os recursos básicos para que elas prosperem,  caso contrário a qualidade do nosso ensino continuará a cair.

Lembro que não é através de uma legião de semi-analfabetos egressos do ensino superior que o Brasil atingirá o status de país desenvolvido.

* Palavras de um professor que em quase 10 anos de sala de aula viu o a qualidade do ensino despencar!

Simulação: Fundo de Investimentos em Ações X ETF

Fiz uma simulação comparando um Fundo de Investimentos em Ações com taxa de administração de 2,4% ao ano versus um ETF com taxa de administração de 0,6%. Simulei um mercado com taxa constante de crescimento mensal de 1% e prazo de 5 anos. Os resultados foram os seguintes:
 
 
Resultados:
 
Rentabilidade total no prazo:
 
Fundo de Investimento: 50,2%
ETF: 76,29%
 
Taxa Real Mensal:
 
Fundo de Investimento: 0,68%
ETF: 0,95%
 
Resumindo:
 
Para o período analisado o ETF rendeu 50% mais do que o fundo de investimento. Para prazos maiores a diferença tende a se ampliar, uma vez que a taxa de crescimento é exponencial. Ainda é possível conseguir ETF com taxa de administração mais baixa do que a da simulação, Ex: PIBB11. Para resgatar a operação o investidor do fundo de investimento pagará IR de 15%, o investidor do ETF poderar sacar em retiradas mensais inferiores a R$ 20 mil e ficar totalmente isento do pagamento do IR, nesse caso sua rentabilidade comparativa ao fundo de investimento crescerá substancialmente. Outras vantagens do ETF são a determinação dos preços de entrada e saída, enquanto que o Investidor do Fundo vai ter que se submeter a quota do dia seguinte (D+1) que ele não faz idéia de quanto será.
 
Saiba mais sobre ETF em:
 
Post explicativo anterior do Blog:

ETFs da Blackrock:
 
PIBB11
 
 
 
 
 

22 de nov. de 2010

Imposto de Renda: Fundos de Investimentos x Aplicações via homebroker


Além das altas taxas de administração cobradas pelos fundos de investimento, o investidor que utiliza o homebroker para fazer seus investimentos também tem uma vantagem fiscal. O investidor que faz operações com normais (que não são daytrade) com ações no homebroker paga alíquota taxa de Imposto de Renda de 15% sobre seus ganhos e ainda é isento para operações mensais inferiores a R$ 20 mil, já nos fundos de investimento a alíquota obedece uma tabela regressiva que se inicia em 22,5% para operações com prazos inferiores a 6 meses, só chegando aos 15% das operações do Homebroker para recursos que passarem mais de 2 anos aplicados, além de taxar TODOS os investidores, independente de o valor resgatado ter sido inferior a R$ 20 mil. Por essas e por outras que vale a pena entender um pouco de investimentos e efetuar suas próprias operações.

19 de nov. de 2010

EUA X CHINA: Guerra ou Acordo Cambial?

Na década de 80 o Japão exportou bastante para os Estados Unidos, foi a época dos carros Toyota, walkman Sony e relógios Cassio entre outros produtos. O resultado do excesso de exportações foi uma supervalorização do Iene (ou Yen) em relação ao Dólar. As exportações fizeram os japoneses ficar muito ricos, no entanto seus produtos ficaram muito caros pelo excesso de valorização da moeda e o Japão perdeu sua velocidade de crescimento, passou quase duas décadas estagnado.

A China não cometeu o mesmo erro, lá o fluxo cambial é controlado pelo governo, não é livre como era no Japão e como prega os economistas clássicos adeptos do "laissez faire". Se a China deixar entrar todos os dólares gerados com suas exportações, a oferta de dólar vai superar a demanda, isto é, vai sobrar dólares, fazendo seu valor cair e a moeda chinesa, o Yuan, se valorizar como aconteceu com o Japão, prejudicando o ponto forte das exportações da China que é o baixo preço. Assim, os chineses utilizam as divisas geradas por suas exportações para comprar títulos da dívida americana, mantendo os dólares nos EUA e o seu câmbio artificialmente baixo. Por outro lado os EUA são os maiores compradores dos chineses, e financiá-los comprando títulos da dívida pública é um negócio da China!

Já os americanos precisam dos chineses, pois seu governo gasta bem mais do que arrecada, necessitando de financiar o déficit público através da emissão de títulos da dívida, que por sua vez tem os chineses como os seus maiores compradores mesmo pagando uma taxa de juros real negativa, em outras palavras, quem empresta ao Tio Sam resgata valores com poder de compra mais baixos do que quando emprestou, poderíamos até dizer que os americanos ganham para pegar dinheiro emprestado, mas os chineses parecem não se incomodar com isso, a dúvida é até quando essa relação vai permanecer?

14 de nov. de 2010

RAP da Guerra Cambial - EUA X CHINA

Rap da Guerra Cambial (Currency War)- Explica a relação simbiótica entre EUA e CHINA
Participação especial de Barack Obama

11 de nov. de 2010

IDH 2010 - INFOMAPA

















IDH -2010- Distribuição Mundial
Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultimas-noticias/infografico/2010/11/04/o-idh-de-cada-pais.jhtm

10 de nov. de 2010

Como Calcular o Imposto de Renda para Operações com Ações?

Quem precisa pagar IR?

I. Inicialmente vamos ao óbvio: só paga imposto de renda quem obteve lucros em suas operações.
II. Os investidores que em operações com ações no mercado a vista fizeram vendas superiores a R$ 20.000,00 em determinado mês.

Quanto preciso pagar de IR?

Daytrade: Se as operações de compra e venda foram feitas no mesmo dia (daytrade) a alíquota é de 20% sobre os os ganhos deduzidos os custos de corretagem e taxas da bovespa (negociação e liquidação), só que 1% é recolhido antecipadamente pela corretora (aparece na nota de corretagem), logo o investidor só precisa recolher 19% faltantes quando for preencher o DARF.
Operações Normais: A alíquota para as demais operações é de 15%, sendo que 0,005% do IR é recolhido antecipadamente (valor insignificante!).

Como Pagar o IR das operações com ações?
Para pagar é preciso preencher um DARF (documento para recolhimento de impostos da receita federal), no "código da receita" informar "6015" (Pessoa Física).
Você tem até o último dia útil do mês seguinte para efetuar o pagamento do IR.


Exemplo:
Operações com ações Realizadas por João em novembro de 2010:
Em 10/11/10  COMPROU 1000 VALE5 por R$ 52,00 cada. Valor total da Compra = R$ 52.000,00
Em 12/11/10  VENDEU 1000 VALE por R$ 54,00 cada. Valor total da Venda = R$ 54.000,00.
O valor das taxas de corretagem, negociação e liquidação constantes na nota totalizou R$ 200,00.

Lucro = Sim , R$ 2.000,00 - R$ 200,00 (taxas) -> R$ 1.800,00
Valor das Vendas maiores que R$ 20.000,00? Sim, R$ 54.000,00
Daytrade? Não, comprou em 10/11 e vendeu em 12/11.
IR = R$ 270,00 (15% x 1.800,00)
Data de Pagamento = 31/12, último dia útil do mês seguinte.
Pessoa Física? Sim  -> DARF = 6015

E se eu tiver prejuízo, posso abater nos meses seguintes?

Sim, você soma o prejuízo do período anterior (ou os prejuízos, caso sejam vários meses), com o lucro do mês atual, e calcula o IR apenas sobre a diferença. Ex:

Abril = - R$ 600,00 (prejuízo)
Maio = R$ 500 (lucro)
----------------------------
Saldo de operações = - R$ 100 -> Prejuízo, não paga IR.

Saldo Acumulado = -R$ 100
Junho = R$ 400 (lucro)
---------------------------------------------
Novo saldo de operações = R$ 300

IR = 15% x 300 = R$ 45,00

Dica:
Se você está no lucro com a sua carteira de ações e deseja sair do mercado, planeje-se para sair lentamente, vendendo lotes de ações mensalmente com valores inferiores a R$ 20.000,00, assim você evitará pagar Imposto de Renda.

Qualquer dúvida me escreva! Terei o maior prazer em responder, tenho uma planilha que uso, vou ajustá-la e em breve disponibilizarei para Download.

Você sabia que a Bovespa também negocia Renda Fixa?

Mais um motivo para você usar o Homebroker, que tal aplicar em renda fixa sem pagar taxa de administração? Os fundos de investimento em Renda Fixa dos bancos cobram taxas de administração exorbitantes, algumas vezes superando 5% sobre o patrimônio médio ao ano.
Se você não sabe: Não só de renda variável vive a Bovespa, além das ações e opções existe um segmento denominado BOVESPA FIX em que são negociados títulos de renda fixa privados: Debêntures, notas promissórias, certificados de recebíveis imobiliários (CRI) e cotas de fundos de investimento de direitos creditórios (FIDC).

9 de nov. de 2010

Qual é a diferença entre ações ordinárias e preferenciais?


As ações podem ser divididas em Ordinárias e Preferenciais em relação a sua espécie.

Ações Ordinárias (ON)

As ações ordinárias garantem aos seus detentores direito a voto,  ou seja, a possibilidade de participar na gestão da companhia, além é claro de garantir dividendos aos seus detentores. Normalmente as ações ordinárias são mais caras que a preferencial, por causa do chamado prêmio pelo controle.

Ações Preferenciais (PN)

As ações preferenciais não possuem direito a voto, garantindo somente participação nos dividendos por parte de seus detentores. Em caso de falência têm preferência sobre a massa falida da empresa. De acordo com a legislação em vigor, as ações preferenciais não podem ultrapassar 50% do total de ações emitidas.

O que é Block Trade?

Block Trade (vendas em bloco) é uma oferta pública de um grande lote
de ações já existentes (em posse de algum acionista).

4 de nov. de 2010

Sites de Compras Coletivas - Vale a pena para os consumidores?


Em pouco mais de 1 ano após criar o primeiro site de compras coletivas, o Groupon (http://www.groupon.com/), Andrew Mason já havia construído um negócio bilionário, o mais rápido da história a ter esse status, superando o Youtube. Em poucas semanas após o lançamento do Groupon, os sites de compra coletivas viraram febre mundial, na China em questão de meses surgiram centenas de sites similares, isso fez surgir uma nova categoria em todo o mundo: os agregadores, sites que resumem as ofertas de outros sites de compras coletivas (ex: http://www.saveme.com.br/).




No Brasil o primeiro a fazer sucesso foi o Peixe Urbano que ainda se mantém líder no segmento, todo dia surge um novo site, e os sites lançam dezenas de promoções de produtos e serviços: Sorvetes, jantares, massagens, ingressos de teatro e todo tipo de coisa que você possa imaginar.

Os preços são indiscutivelmente baixos, mas vale a pena?

SIM, se a compra for realizada por critérios racionais, e NÃO se for apenas por impulso.

Se o consumidor mantém a mesma quantidade de produtos e serviços que consumia antes do surgimento dos sites, apenas usando para se beneficiar dos preços, ele está fazendo um ótimo negócio, porém se ele
aumenta exponencialmente seu volume de compras, e passa a comprar mais do que comprava antes, e até coisas que não comprava, ele não está otimizando o uso dos seus recursos.

Outro ponto importante é o que os economistas chamam de "custo de transação", será que vale a pena atravessar metade de uma grande cidade para ter o desconto de R$ 5,00 em um sorvete? E o jantar, se somar os preços das bebidas, sobremesas e taxa de serviços será que a promoção ainda é legal? Existem ainda as restrições: normalmente as promoções possuem limitações quanto aos dias para usar, ou o prazo em que expira. Fique atento!

Resumindo: Se todo sábado de noite eu peço uma pizza, por que não comprar uma no site de promoção por 30% do preço normal? Se eu fizer isso estarei economizando, pois a pizza já é uma compra certa no meu
orçamento, no entanto, se eu resolvo comprar algo que nunca havia comprado e me fisgou pela promoção, posso até está aumentando a minha satisfação por consumir esse produto (utilidade), mas não estarei
contribuindo para a minha poupança, portanto vale aquela velha dica: pare e pense se você realmente precisa daquele bem ou serviço antes de clicar no botão de compra.