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12 de jul. de 2007

Economia e Programas de Milhagem




A alta do Real em relação ao Dólar está tornando os programas de milhagem dos cartões de crédito mais atraentes para os brasileiros. A cada US$ 1 gasto com o cartão de crédito o consumidor adquire uma milha. Para fazer um trecho dentro do Brasil são necessárias 10.000
milhas, ou seja, US$ 10.000 em gastos, o equivalente hoje (12/07/2007) a R$ 19.000. Para fazer um trecho de ida no cartão de crédito, o usuário precisa gastar por mês próximo de R$ 1.500,00, já que existem ainda as milhas da passagem, renovação do cartão e de outras fontes.
No passado essa conta chegava a quase R$ 2.500,00 por mês, inacessível a grande parte da classe média.

** Vale apena fazer um cartão de crédito que tenha programa de milhagem?

Não se seus gastos mensais no cartão forem inferiores a R$ 500,00, dificilmente você acumulará milhas que justifiquem o gasto adicional com cartões que possuem programas de milhagem;

Talvez se seus gastos se situarem entre R$ 500,00 e R$1000,00. Você deve analisar os custos e benefícios.

Provavelmente sim, se seus gastos mensais no cartão forem superiores a R$ 1000,00.

**Comprar a vista com desconto ou no cartão sem desconto?

Supondo que um trecho de ida ou volta dentro do Brasil gira en torno de R$ 500,00 e que são necessários quase R$ 20.000,00 de gastos no cartão para obter o mesmo gratuitamente em um programa de milhagem, o ganho obtido por uma compra no cartão gira em torno de 2,5%.
O lojista quando efetua uma venda no cartão geralmente paga mais do que isso para a operadora, ou seja, negociando com o lojista é possível obter um desconto de aproximadamente 5% nas compras à vista com dinheiro, desta forma, é melhor fazer a compra com o dinheiro,
pois você vai está economizando mais do que o ganho obtido com as milhas no cartão.


6 de jun. de 2007

Nobel 2006 - Edmund Phelps

Nome: Edmund Phelps
Nascimento : 26 de julho de 1933
Nacionalidade: Norte-Americano (Evanston, Illinois)
Ocupação: Economista

Edmund Phelps (26 de julho de 1933, em Evanston, Illinois) é um economista estadunidense, professor na Universidade de Columbia. Edmund Phels foi o vencedor do Prêmio de Ciências Econômicas de 2006 pelo seu trabalho com análise de política econômica, que culminou com a teoria da taxa de desemprego não-acelerando a inflação. Phelps é conhecido também por propôr a regra de ouro da poupança, que é a taxa de investimentos que permite a estabilização do consumo no longo prazo.

Phelps foi o primeiro economista desde 1999 a receber sozinho o Prêmio de Ciências Econômicas.

31 de mai. de 2007

Fumar ou Investir?


Aproveitando o assunto do post...
Do Infomoney:

Gastos com cigarros são maiores do que com arroz e feijão, aponta FGV 11h28
SÃO PAULO - O brasileiro gasta mais com cigarros do que com alimentos básicos. Conforme pesquisa da Fundação Getúlio Vargas divulgada nesta segunda-feira (28), dados de abril de 2007 do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mostram que a fatia do orçamento correspondente a cigarro é de 1,25%, e a de arroz e feijão, 0,85%.


Fiz uma simulação:
Um indivíduo que fuma dois maços de cigarro por dia (R$ 3,00/cada) em média. Esse cara gasta R$ 180,00 / Mês com cigarros. Se ele fuma dos 18 aos 58 anos - 40 anos. (alguns fumam durante 60, 70 anos) Caso ele aplicasse mensalmente esses R$ 180,00, ele poderia depositar 480 prestações ao longo de sua vida de fumante.
Ganho nas Aplicações: Utilizamos um ganho de 0,5% ao mês já descontada a inflação (taxa real), a mesma remuneração utilizada para cálculo pelos fundos de pensão.
Resultado da Similação: 40 anos de cigarro daria para comprar uma bela casa em qualquer lugar do Brasil - R$ 358.468,33!!!

E aí? Fumar ou investir?

29 de mai. de 2007

Cigarro e Elasticidade

Trecho de Notícia publicada no Infomoney:


Perfil da demanda explica aumento dos gastos com cigarro desde 2004

Aceitando qualquer preço
Muito embora possa parecer estranho para muitos o fato dos gastos com
cigarros superarem os dispêndios com arroz e feijão, a teoria
econômica apresenta uma explicação bastante intuitiva para este
fenômeno.

A demanda por produtos como o cigarro, que causam dependência nos
indivíduos, é bastante inelástica a preço. Dito de outra forma, é como
se os consumidores demandassem a mesma quantidade de cigarro
independentemente de aumento dos preços, dada sua dependência pelo
produto. Não há sensibilidade da demanda a alterações nos preços de
produtos que causam vício.

Com isso, aumentos de preços nestes bens desencadeiam um maior gasto
total (preço x quantidade) no item cigarros, pois a quantidade
permanece a mesma ou muito parecida. Em outros exemplos de bens, a
demanda é bastante sensível a alterações nos preços, de modo que um
aumento no valor dos produtos representa uma redução da quantidade
demandada.

Notícia Completa em:
http://www2.uol.com.br/infopessoal/noticias/_HOME_TOP_716181.shtml

Resumo da Notícia:

A elasticidade da demanda mede a sensibilidade dos consumidores aos
aumentos dos preços. Um bem elástico tem como característica forte
reação da demanda às alterações dos preços, ou seja, o preço aumenta
um pouquinho e a quantidade demanda cai bastante. Já os bens
inelásticos são insensíveis às alterações dos preços, este é o caso do
cigarro, o preço vem aumentando acima da inflação desde 2004, mas a
demanda não está caindo, o vício faz com que os consumidores de
cigarrro sejam insensíveis ao aumentos dos preços. Bom para a
Indústria do Cigarro.

Um filme interessante sobre a manipulação do mercado pelas empresas de
cigarro é "Obrigado por fumar" de 2006. Não deixe de ver!




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23 de mai. de 2007

Diferenças entre Crescimento Econômico e Desenvolvimento


Diferenças entre Crescimento Econômico e Desenvolvimento





Muita gente confunde os conceitos de crescimento e desenvolvimento econômico.

Crescimento Econômico é o aumento do Produto Interno Bruto (PIB), ou seja uma elevação da produção da região estudada. O PIB é calculado através da soma de todos os produtos e serviços finais de uma região para um determinado período. Já o conceito de Desenvolvimento Econômico está relacionado a melhoria do bem estar da população.

Como se mede o desenvolvimento? Através de indicadores de educação, saúde, renda, pobreza, etc. Atualmente o Índice de Desenvolvimento Humano - IDH é o critério mais utilizado para comparar o desenvolvimento de diferentes economias. O IDH varia entre 0 e 1, numa analogia grosseira: o IDH do Inferno seria 0 e o IDH do Paraíso seria 1. Alguns países do Norte da Europa como a Noruega e a Suécia possuem IDH próximos a 0,95 (quase o paraíso!), enquanto que muitos países africanos possuem IDH inferior a 0,6.

Países ricos, tendem a ser mais desenvolvidos, no entanto crescimento não garante o desenvolvimento conforme trecho da reportagem abaixo:

23/05/2007 - 09h23
Relatório da AI diz que crescimento econômico da Ásia beneficiou poucos
Londres, 23 mai (EFE).- O notável crescimento econômico registrado em
2006 na Ásia e na Oceania beneficiou somente uma parte da população e
não diminuiu as desigualdades, afirma a Anistia Internacional (AI) em
seu relatório anual, apresentado hoje em Londres.

A reportagem completa pode ser lida em:

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17 de mai. de 2007

O que é o Risco-Brasil?




Durante um bom tempo reinava no mercado a máxima de que países não quebram, até que uma série de países deixou de pagar sua dívida (decretaram moratória), e os bancos credores da dívida passaram a ver navios.

A partir desse momento as agências que medem o risco risco de crédito de empresas passaram a calcular a nota (rating) dos países (country Risk), com base em indicadores políticos e macroeconômicos tais como exportações/dívida e dívida/PIB.

O Risco-Brasil configura o risco do Brasil não pagar sua dívida.
Diversas agências internacionais se encarregam de determiná-lo através
de índices que refletem cálculos complexos envolvendo diversos
indicadores econômicos.


Um desses índices é o EMBI+ Brasil, calculado pelo Banco JP Morgan Chase.

A seguir trecho de uma reportagem do dia 16/05/2007 que saiu no Valor Online:

Sobre o EMBI+ Brasil

O Emerging Markets Bond Index - Brasil é um índice que reflete o
comportamento dos títulos da dívida externa brasileira. Corresponde à
média ponderada dos prêmios pagos por esses títulos em relação a
papéis de prazo equivalente do Tesouro dos Estados Unidos, tido como o
país mais solvente do mundo, de risco praticamente nulo.

O indicador mensura o excedente que se paga em relação à rentabilidade
garantida pelos bônus do governo norte-americano. Significa dizer que
a cada 100 pontos expressos pelo risco-Brasil, os títulos do país
pagam uma sobretaxa de 1% sobre os papéis dos EUA.

Basicamente, o mercado usa o EMBI+ para medir a capacidade de um país
honrar os seus compromissos financeiros. A interpretação dos
investidores é de que quanto maior a pontuação do indicador de risco,
mais perigoso fica aplicar no país. Assim, para atrair capital
estrangeiro, o governo tido como " arriscado " deve oferecer altas
taxas de juros para convencer os investidores externos a financiar sua
dívida - ao que se chama prêmio pelo risco.

Veja a reportagem na íntegra em:
http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/valor/2007/05/16/ult1913u69187.jhtm



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15 de mai. de 2007

Causas da Inflação



Os economistas dividem a inflação em dois tipos: Inflação de Demanda e Inflação de Custos.

A Inflação de Demanda ocorre quando a demanda é maior do que a oferta, ou seja, faltam bens e serviços no mercado, se existe fila, pela lei da demanda e da oferta o preço tende a aumentar.

A Inflação de Custos ocorre quando existe uma elevação no preços nos fatores de produção, se o custo de produção aumenta, o produtor tende a repassar essa elevação no preço do seu produto, por exemplo, se aumenta o custo do leite para uma indústria de chocolates, o preço do chocolate aumenta.

Abaixo trecho de notícia veiculada na Agência Reuters em 15/05 que fala em Inflação de Custos nos Estados Unidos:

Preços ao consumidor nos EUA sobem 0,4% em abril

WASHINGTON (Reuters) - Os preços ao consumidor dos Estados Unidos avançaram 0,4 por cento em abril diante do aumento contínuo nos custos de energia e alimentos, mas a alta ficou abaixo do esperado por analistas e indicou um cenário mais estável para inflação, segundo um relatório divulgado nesta terça-feira.

Leia a reportagem na íntegra em: http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/reuters/2007/05/15/ult29u55408.jhtm
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E mais:
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9 de mai. de 2007

Tutorial - Calculo da Taxa interna de Retorno com o Excel

Saindo um pouco do assunto economia, e entrando no assunto análise financeira, elaborei um tutorial em vídeo, narrado, onde ensino a calcular a Taxa Interna de Retorno - TIR de um fluxo de caixa utilizando o Microsoft Excel. Brevemente farei outros tutoriais. Vejam, divulguem e comentem!

4 de mai. de 2007

Inflação: Definição e Principais Índices Utilizados no Brasil



O que é Inflação?

Em economia, inflação é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro. Isso é equivalente ao aumento no nível geral de preços. Inflação é o oposto de deflação. Inflação zero, ou muito baixa, é uma situação chamada de estabilidade de preços.


Esta informação foi retirada da Wikipedia, quem quiser saber mais pode visitar esse endereço: http://pt.wikipedia.org/wiki/Inflação


A inflação é medida por diversas instituições no Brasil: IBGE, FGV, FIPE, DIEESE, etc. Cada uma dessas instituições utiliza de uma metodologia própria para gerar um ou mais índices de inflação. Abaixo um link para uma reportagem interessante da Folha Online acerca dos principais índices de inflação do Brasil:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u116808.shtml


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2 de mai. de 2007

Macroeconomia e Metas



Em uma simplificação grosseira poderíamos dizer que a macroeconomia é a parte da economia que trabalha com agregados econômicos. Enquanto a Microeconomia se preocupa com os agentes individuais tais como o consumidor, o produtor e o governo a Macroeconomia se preocupa com taxa de desemprego, inflação, taxa de juros, câmbio, etc.

Segundo o Professor Marco Antônio Sandoval Vasconcellos da USP, as principais metas da Macroeconomia são:

1. O alto Nível de Emprego;
2. A estabilidade dos Preços (ou controle da Inflação);
3. A distribuição da Renda Socialmente Justa;
4. O crescimento econômico (aumento do PIB);

O grande problema de cumprir esses objetivos, além da escassez de recursos, é que essas metas muitas vezes são conflitantes. Por exemplo: a principal meta do governo brasileiro hoje, sem dúvida, é o controle da inflação, no entanto controlar a inflação implica em um crescimento econômico mais baixo.

Um site interessante para se interar sobre o sistema de metas para a inflação é o do Banco Central do Brasil: http://www.bcb.gov.br/


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25 de abr. de 2007

Política Cambial - Dirty Floating

O regime cambial adotado no Brasil é Flutuante ou Flexível, ou seja, o valor do Dólar em Real depende da sua demanda e oferta no mercado. Assim, se sobram Dólares no mercado existe uma tendência do preço do Dólar cair, e se faltam Dólares no mercado, o preço do Dólar sobe.

O incremento das exportações nos últimos meses, entre outros motivos, fez com que entrasse uma enxurrada de dólares no Brasil, o que causou uma queda no valor de sua cotação.

Apesar do nosso câmbio ser flutuante, o Banco Central compra e vende a moeda americana com o intuito de controlar o valor. Se o Dólar está muito valorizado, o Banco Central realiza leilões de venda para forçar o preço para baixo, e quando o Dólar cai demais o Banco Central intervém comprando com o intuito de elevar a sua cotação. O nosso regime cambial, portanto, é conhecido como flutuação suja ou "Dirty Floating", expressão utilizada para representar o regime cambial flutuante, mas com intervenção do Banco Central.

O interessante é que nem sempre o Banco Central consegue intervir com sucesso no mercado, abaixo segue trecho de notícia do Jornal Valor Econômico veiculado no dia 25/04/2007:

Mercados: Dólar fecha em baixa de 0,73%, a R$ 2,0210 apesar de leilões do Banco Central

SÃO PAULO - As atuações de hoje do Banco Central (BC), tanto no mercado à vista como no futuro, não surtiram grande efeito na cotação do dólar e o forte fluxo de divisas acabou levando a moeda a registrar o menor valor em mais de seis anos.
Veja a Notícia na Íntegra em: http://noticias.uol.com.br/economia/ultnot/valor/2007/04/25/ult1913u68210.jhtm


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Economia e Realidade - 1º Post!




Oi Gente,

Sejam Bem Vindos ao Blog "Economia e Realidade". A idéia do Blog é apresentar as notícias veiculadas pela mídia e comentá-las à luz da teoria econômica, complementando as aulas de economia. O público alvo, inicialmente, é composto por estudantes de graduação que tenham interesse em complementar o conteúdo visto nas disciplinas relacionadas com economia, no entanto, demais estudantes, profissionais e curiosos serão muito bem vindos. Aguardo o comentário de vocês. Até breve!


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