19 de set. de 2018

É possível levar a vida como trader?


Sonho - É possível viver de trades?

Nada mais glamoroso do que levar a vida sem patrão, trabalhando de casa, de preferência em um espaço bem ambientado com uma xícara de expresso sobre a mesa, um super "setup" com vários monitores de computador e milhares de reais na conta no final do dia, sonho não é?

Sonho mesmo, infelizmente. Muita gente acredita que pode viver exclusivamente fazendo trades em casa, abandonando o trabalho, o chefe, aquela vida estressante do ambiente corporativo, mas a verdade é que viver de trades não é uma realidade, o mercado financeiro é um ambiente aleatório, quase impossível de prever.



Academia: O que os grandes economistas sabem?

O meio acadêmico acredita que os preços das ações são imprevisíveis, seguem um passeio aleatório (random walk), existem vários estudos publicado nos principais jornais acadêmicos do mundo, muito bem embasados cientificamente para comprovar essa tese. A teoria diz que o mercado é eficiente (Hipótese do Mercado Eficiente - HME) e reflete de forma caótica e aleatória tudo que está acontecendo a cada segundo, essa tese inclusive rendeu um Prêmio Nobel para Eugene Fama,  um dos criadores da teoria. Segundo os acadêmicos ser bom em prever o mercado financeiro é o mesmo em ser bom em jogar dados.


Se não é possível, qual é o motivo de ter tantos cursos?

Existe uma indústria de vender sonhos com professores, cursos, corretoras, editoras e quem mais possa lucrar nesse mercado, vender sonhos é relativamente fácil, sempre haverá uma indústria para vender lucro fácil, nos mais diversos setores da economia, e sempre haverá quem acredita. As pessoas acreditam em astrologia, correntes de medicina alternativa e muitas outras coisas que a os acadêmicos refutam, particularmente não arriscaria meu dinheiro com trades, muito menos largaria meu emprego para viver de daytrade. Dentro do rol dos que ganham com trades frequentes não devemos esquecer as corretoras, que ganham uma taxa de corretagem sempre que o cliente faz uma operação, alguns clientes fazem dezenas por dia, gerando milhares de reais anualmente para as corretoras.


Conheço algumas pessoas que vivem de trades

Será? Faz quase 20 anos que estou no mercado, conheci dezenas de pessoas  que me garantiram que viviam de trades, muitos deles alunos, sempre que eu encontro alguns deles pergunto como estão as operações e a resposta é a mesma sempre: estou fora! Aí alguém retruca e diz que tem um professor que vive de trades faz 10 anos, será? Estou no mercado de educação financeira desde 2000, e garanto a vocês que um bom professor pode ser tão bem remunerado quanto um alto executivo, a minha tese é que muitos desses profissionais têm sua renda oriunda dos cursos. Outros paralelamente exercem a função de agentes autônomos de investimentos, ou seja ganham dinheiro credenciando os alunos na corretora que é filiado, e ganham mais comissões ainda quando os alunos que abriram conta na corretora fazem trades com frequência.


Corretagem e Emolumentos

Existem vários estudos, realizados em corretoras do mundo inteiro, que mostram que quanto mais frequente são as operações de compra e vende de ações, menor é o lucro do investidor. Uma das principais razões para isso são os custos de transação, taxas de corretagem e emolumentos gerados com frequência acabam reduzindo o lucro dos traders em relação aos investidores de longo prazo, que compram e seguram suas ações (buy and hold).



Juros Compostos: A prova cabal!

Se um trader que faz várias operações por dia conseguir sistematicamente lucrar 1% do capital investido diariamente, supondo que ele comece com R$ 10 mil  e utilizando um ano de 252 dias úteis, em 5 anos ele terá quase 3 bilhões de reais! Em outras palavras, se ele fizer um punhado de operações por dia e  ganhar sistematicamente em 60% delas p(erder em 40% das operações) e reaplicar o dinheiro investidom, ou pelo menos boa parte dele, inevitavelmente irá fica bilionário em alguns anos, particularmente nunca ouvi falar de nenhum home-trader bilionário.



Ninguém Ganha Sistematicamente do Mercado

Ganhar do mercado, não significa ter lucro, ganhar do mercado representa superar o índice da bolsa, o ibovespa, por exemplo, alguns fundos conseguem fazer isso, mas raríssimos conseguem fazer isso sistematicamente, ou seja, ganhar ano a ano, e quando fazem não superam com muita folga, esses fundos de investimento possuem estrategistas, departamento de pesquisa e se baseiam em estratégia de longo prazo, no Brasil um dos gestores mais famosos é Luis Stuhlberger, gestor do fundo Verde, do Credit Suisse Hedging-Griffo, nos Estados Unidos, o lendário Warren Buffer da Berkshire Hathaway também é um adepto da análise fundamentalista de longo prazo.

Quem está do outro lado?

É sempre bom lembrar que mais de 90% do volume de bolsa é operado por tubarões. O mercado financeiro é famoso por pagar bem e remunerar os melhores profissionais de cada área. Os grandes players do mercado são bancos internacionais e contratam a peso de ouro os melhores economistas, estatísticos e programadores. Economistas com PhD nas melhores universidades americanas, profissionais de informática russos, matemáticos indianos e toda sorte de grandes cabeças são contratadas por bancos globais como o americano Citibank, o suiço UBS ou o alemão Deustche Bank dentre dezenas de outras mega instituições que atuam no mundo inteiro. 


Foco no Negócio Principal

Fazer daytrade envolve dedicação e monitoramento constante. Muitos empresários e profissionais bem sucedidos que decidem ser traders acabam perdendo o foco do seu trabalho principal, muitas vezes acabam perdendo negócios e oportunidades por dividir seu tempo com as operações de bolsa.





Prejuízos para a Saúde e Vida Social?

Nos rankings das profissões mais tensas, os gestores de fundos estão lá em cima ao lado dos controladores de tráfego aéreo. Diferente da foto da propaganda do curso em que o trader aparece enfrente ao monitor do computador com os braços erguidos simbolizando vitória, muitas vezes o investidor vai se deparar com perdas e prejuízos, que de uma forma ou de outra influenciará seu comportamento e possivelmente terá impacto na sua vida social e familiar. Elevação da pressão, aumento da frequência e outras características encontradas em quem pratica compulsivamente jogos de azar são similares as reações que ocorrem no corpo do trader, resultado da ação de um hormônio chamado dopamina. Em algumas pessoas pode haver deterioração na saúde, como por exemplo possíveis problemas de pressão alta e maior probabilidade de ter síndrome de pânico entre outras enfermidades.

É possível viver da remuneração do capital?

Sim, perfeitamente, particularmente trabalho para isso, meu objetivo é construir uma carteira de investimentos equilibrada que me permita parar de trabalhar, essa carteira tem investimento em ações, renda fixa, cobertura com derivativos e pode absorver outras oportunidades de mercado como fundos imobiliários e moedas estrangeiras, mas necessita tempo, estudo e principalmente foco na acumulação de renda, ou seja, no meu emprego ou negócio principal, infelizmente não existem milagres.


Mesmo assim quer tentar? 

Mesmo sabendo que a banca tende a ganhar, quando vamos para Las Vegas fazemos uma "fezinha" nos jogos, faz parte da diversão. Cada um tem o direito de fazer o que quiser, quer fazer um curso e tentar fazer trades? Tudo bem, mas por favor não encare isso como estratégia de vida, comece pequeno, anote todas as operações e não se empolgue no primeiro ano (e nem nos outros...), vá devagar, procure se divertir, classifique essas operações de curto prazo como o dinheiro do jogo, lembre de Vegas, encare como entretenimento, não como investimento, continue a investir no longo prazo.

18 de set. de 2018

Títulos de Renda Fixa: Qual é o mais arriscado - Prefixado ou Pós Fixado ?



Os títulos prefixados são aqueles que já sabemos exatamente o que vamos ganhar quando aplicamos, a taxa de juros é predefinida. Já os títulos pós fixados dependem de um indexador, que no momento da aplicação não se conhece o seu valor futuro, para serem remunerados, normalmente são reajustados por uma taxa de juros (SELIC, DI, TR, ...) ou um índice de inflação (IPCA, IGP-M, etc).

O senso comum é de que os títulos prefixados são mais seguros. Já fiz até algumas enquetes para confirmar essa hipótese. No entanto, a verdade é que os pós fixados são os mais seguros. O risco no mercado financeiro é medido pela variação do valor dos títulos, quanto maior a variação, maior o risco. Essa variação é medida estatisticamente, normalmente em cima do valor diário de fechamento do valor dos títulos, para o cálculo do risco utilizamos a variância ou desvio padrão, e os títulos prefixados tendem a ter um desvio padrão bem mais elevado do que os títulos pós fixados, o que implica em mais riscos.

Qual o motivo dos títulos prefixados serem mais arriscados? Eles possuem uma relação inversa com a taxa de juros atual. Se a taxa de juros sobe, os títulos contratados com a taxa antiga (mais baixa) deixam de ser atrativos diante dos novos títulos com a taxa mais alta, isso faz o seu valor de mercado cair, o titular de um título antigo, com taxa mais baixa, por exemplo, só conseguirá vender seu título no mercado com um desconto (deságio). Movimento similar ocorre quando a taxa de juros cai, os títulos antigos que remuneram melhor passam a ser mais atrativos e o seu valor de mercado sobe.

As taxas de juros costumam flutuar bastante e por isso os títulos prefixados tendem a ser mais voláteis, ou seja, mais arriscado. No mercado financeiro o risco está associado às expectativas de retorno, assim os títulos prefixados possuem maior potencial de retorno do que os títulos pós fixados.

12 de set. de 2018

Fundos de Investimento Versus Investimento Direto

O que são fundos de investimentos?

Os fundos de investimento são condomínios em que a função de administrar os recursos cabe a uma instituição financeira, que contrata um profissional, chamado gestor, para escolher os títulos financeiros que vão compor a carteira de investimentos.

Cotistas

Os investidores adquirem partes do fundo chamadas de cotas, porém não possuem poder de decisão sobre o portfólio do fundo, cabe ao gestor, por exemplo, escolher quais ações um fundo de ações vai ter, quando comprar e quando vender cada ação, o gestor é um profissional certificado e habilitado para fazer esse trabalho.

Taxa de Administração e Custos dos Fundos de Investimento

Os fundos de investimento cobram taxas para remunerar o trabalho do administrador, a forma básica de remuneração, cobrada por todos os fundos, é a taxa de administração, porém alguns fundos cobram outras taxas que falaremos mais adiante.

A taxa de administração dos fundos é expressa em porcentagem ao ano e calculada sobre o patrimônio, ou seja, mesmo que o fundo tenha perdas, enquanto houver um centavo de patrimônio no fundo haverá cobrança, normalmente as taxas variam entre 1% e 3% ao ano, mas podem haver taxas maiores ou menores que esses valores de referência.

Para ter uma ideia do valor da taxa de administração: se você tem um patrimônio médio de R$ 100 mil  reais aplicados durante 1 ano em um fundo com taxa de administração de 2%, gastará pelo menos 2 mil reais com a taxa de administração sem ver esse dinheiro sendo debitado, a legislação permite ainda que o administrador efetue algumas despesas por fora da taxa de administração, também de forma relativamente oculta, pois poucos cotistas se dão ao trabalho de ler o balanço do fundo de investimento.

A taxa de administração é cobrada diariamente com base em um ano de 252 dias úteis, a cota divulgada diariamente já é líquida da taxa de administração. Os fundos ainda podem cobrar outras taxas adicionais tais como taxa de performance, entrada e saída, o que pode elevar ainda mais os custos para o investidor.

Impostos são retidos periodicamente em fundos de investimento


Nos fundos de investimento de curto e longo prazo, ou seja, qualquer fundo que não seja fundo de ações o governo brasileiro faz antecipação periódica de imposto de renda semestralmente (conhecido como come-cotas), sempre no último dia útil dos meses de maio e novembro, ou seja, o investidor paga o imposto mesmo sem ter recebido/resgatado o investimento, enquanto que nos investimentos diretos de renda fixa o investidor só paga imposto de renda quando resgata o investimento ou recebe juros. O pagamento antecipado do imposto de renda reduz o montante investido influenciando na capitalização de longo prazo, pois reduz a base que incidirá os juros compostos.

FIC - Fundo de Investimento em Cotas - Taxas em Duplicidade

Existem Fundos que investem em fundos, são os chamados Fundos de Investimento em Cotas (FICs), são fundos que não compram títulos financeiros (conhecidos por papéis no jargão do mercado) diretamente, investem em outros fundos. Numa análise simples é fácil verificar que além da taxa de administração do FIC, o investidor está também pagando a taxa de administração dos fundos que o FIC investe. Muitas vezes o FIC investe em fundos do próprio administrador, gerando um acúmulo de taxas para instituição administradora que tende a distribuir melhore comissões para seus distribuidores (AAI), que por sua vez tem maior propensão a oferecer o produto ao investidor, mesmo sabendo que não é a opção mais rentável. Por isso é sempre bom ficar atento, uma baixa taxa de administração de um FIC nem sempre representa um produto competitivo, pois pode estar investindo em fundos de investimento com taxa de administração elevada.

Investimento Direto: O que é? Como fazer?

O investimento direto ocorre quando o investidor compra diretamente os títulos financeiros, sem intermédio dos fundos, para fazer investimentos diretos é necessário que o investidor abra uma conta em uma CORRETORA. Se você tem uma conta no banco pode investir por exemplo em um fundo de ações, mas não conseguirá comprar diretamente ações escolhidas para o seu portfólio, essa opção somente estará disponível se você tiver uma conta em uma Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM). Atualmente abrir uma conta em uma CTVM é um processo simples, que pode ser realizado rapidamente pela internet com documentos escaneados e envio posterior de cópias autenticadas.

Qual Corretora devo utilizar? 

A maior parte dos bancos tem sua própria corretora, e isso pode facilitar a vida do investidor, mas nem sempre as corretoras vinculadas aos bancos possuem os melhores produtos, as corretoras independentes (sem vínculos com bancos) em geral dispõem de uma diversificação maior de produtos e custos de transação mais competitivos, assim , por exemplo, se eu vou comprar uma LCI (Letra de Crédito Imobiliário, um tipo de investimento bem comum) pela corretora vinculada ao banco só vou ter a opção de adquirir LCIs do próprio banco, enquanto que em uma corretora independente vou ter diversas outras opções, algumas provavelmente com rentabilidade mais elevada e a possibilidade de diversificar melhor, reduzindo assim o risco dos investimentos, por isso recomendamos abrir uma conta em uma corretora independente. Bom lembrar que existem corretoras de bancos que tal como as corretoras independentes também trabalham com títulos financeiros de outras instituições, a chamada arquitetura aberta, mas não é o comportamento mais comum das corretoras vinculadas.

Vantagens e Desvantagens de Investir Diretamente

Vantagens: 
Custos mais baixos - Não tem taxa de administração, outras taxas e outros custos que são cobrados pelos fundos de investimento.
Ausência do Come-Cotas - O investidor só paga o imposto quando recebe.
Possibilidade de adequação mais justa ao perfil de investidor - os fundos são produtos genéricos.

Desvantagens: 
Menor Diversificação - O investidor individual tende a ter um número bem menor de "papéis".
Maior Risco - Portfólio de Investimentos gerido por investidor não profissional, com menos informação sobre os riscos.
Mais trabalhoso - É preciso escolher os papéis, aplicar, resgatar, em alguns casos recolher os impostos.





11 de set. de 2018

O que é Renda Fixa?

O que é Renda Fixa?
Se você tem dinheiro sobrando, as duas formas primárias de remunerar o seu capital são: Emprestar ou Investir em um negócio.

Vamos começar pela primeira: Emprestar. No mercado financeiro os EMPRÉSTIMOS são conhecidos como investimentos de renda fixa.

Na renda fixa, de um lado estão os emissores dos títulos, que pegam dinheiro emprestado e se comprometem a pagar juros por esse empréstimo e do outro os compradores dos títulos que estão emprestando dinheiro. Esses juros podem ser  pagos periodicamente (mensal, semestral, etc) ou apenas no final do empréstimo.

Agentes Emissores dos Títulos de Renda Fixa
O principal emissor de títulos de renda fixa é o governo federal. A união emite títulos públicos para financiar suas contas públicas. Os agentes privados também se financiam emitindo títulos, entre os agentes privados os bancos são grandes emissores de títulos de renda fixa (CDB, LCI, LCA, ...) uma vez que utilizam o dinheiro captado com a emissão de títulos para financiar sua carteira de empréstimos. No setor não financeiro, grandes empresas de capital aberto preferem captar recursos diretamente com o público através da emissão de títulos chamados DEBÊNTURES do que através de financiamento bancário, que tende ter um custo mais elevado.

Cupom e Principal
No passado os empréstimos eram representados por títulos impressos em papel que representavam o compromisso do tomador de empréstimo em pagar a dívida conforme as condições expressas no documento, em alguns títulos haviam cupons laterais para destacar que representavam os pagamentos periódicos (normalmente anuais) de juros antes do pagamento final, conhecido como o principal. Desta forma os pagamentos periódicos de juros (presentes em alguns títulos) ficaram conhecidos como CUPOM enquanto o pagamento final do empréstimo é conhecido como PRINCIPAL.

Clearing
Até duas décadas atrás boa parte dos títulos eram impressos, ou seja, existiam fisicamente. Esses títulos eram ao portador, assim como acontece com o dinheiro, quem tivesse a posse do título era o seu titular. Atualmente os títulos são eletrônicos, não existem fisicamente, são registrados em câmaras de liquidação, compensação e custódia conhecidas como CLEARINGs, e são nominativos, ou seja, ficam registrados no nome do seu titular.

Os investidores que possuem títulos de renda fixa muitas vezes não precisam "carregar" os títulos até o pagamento final (data de vencimento), eles podem vender o título no mercado, nessa situação, a titularidade vai ser alterada na clearing.

Prefixados e Pós Fixados
Um outro ponto importante é a forma de remunerar os juros, os títulos podem ser prefixados ou pós fixados. Os títulos prefixados definem previamente o valor dos pagamentos dos juros, enquanto os títulos pós fixados atribuem o pagamento dos juros a uma determinado indexador, que pode ser uma taxa de juros ou um índice de inflação.

Nos títulos prefixados o investidor já sabe quanto vai receber e nos títulos pós fixados só vai saber no futuro quando o indexador escolhido para remunerar o título for conhecido, assim, por exemplo, um investidor que compra um título público com prazo de 3 anos reajustado pela taxa de SELIC não sabe quanto vai receber de juros, uma vez que a taxa SELIC futura não é conhecida no momento do investimento.

Risco de Crédito
O maior risco que o investidor corre quando investe em renda fixa é o risco de crédito, o risco do emissor do título (tomador de empréstimo) não pagar a dívida, isso pode acontecer tanto com títulos públicos quanto com títulos privados, mas como regra geral os títulos públicos possuem menor risco de inadimplência.

Tributação
No Brasil os investimentos de renda fixa possuem tributação regressiva: quanto mais tempo o dinheiro fica aplicado menor a alíquota de imposto de renda. Existem títulos que são isentos de impostos para pessoa física, conhecer a tributação dos títulos de renda fixa é fator determinante para a criação de uma carteira de investimentos de alta performance.