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24 de dez. de 2010

CDB - Sempre uma boa opção de investimento



O que é?
CDB é a sigla de Certificado de Depósito Bancário, um tipo de aplicação em que o investidor empresta o seu dinheiro diretamente ao banco, que por sua vez utiliza os recursos captados nos CDBs para realizar suas operações de empréstimo. O CDB pode ser feito em qualquer banco, e é definido como uma aplicação de renda fixa em que o investidor SEMPRE recebe juros por emprestar o seu dinheiro para a instituição financeira.

Riscos
Os riscos do CDB estão relacionados à solvência da instituição financeira, ou seja, seu grande risco é a "quebra" do banco, no entanto, em uma situação extrema como essa, ainda existe o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) que garante atualmente até R$ 250 mil, assim você só deverá se preocupar com a credibilidade do banco se tiver aplicações em CDB superiores a esse valor, e se a conta for conjunta com o cônjuge (ou filho) esse limite duplica.

Rentabilidade
O CDB é considerado um investimento de renda fixa conservador, mesmo assim tem rentabilidade melhor do que a poupança, sua rentabilidade normalmente é expressa em um percentual sobre o Certificado de Depósito Bancário (CDI), que são os empréstimos que os bancos fazem entre si. Um CDB rende normalmente de 90% até 105% do CDI, na década 2000-2010 o CDI rendeu aproximadamente 315%, enquanto que a poupança rendeu apenas 124%. As taxas de rentabilidade do CDB podem ser prefixadas, pós fixadas ou flutuantes, e aumentam de acordo com o montante investido. Muitas vezes os gerentes tem alçada para negociar melhores taxas de CDB, por isso não custa nada tentar obter uma taxa ainda melhor. Geralmente também são oferecidas taxas mais altas para quem permanecer mais tempo com o dinheiro investido.

Prazos
Os CDBs só não são recomendados para prazos inferiores a 30 dias, pois pagam IOF nessa situação, para prazos maiores ele é sempre recomendado.

Impostos
Ao contrário da poupança o CDB é tributado tal qual os demais instrumentos de renda fixa:
* Aplicações até 180 dias: 22,5% 
* Aplicações até 181 a 360 dias: 20%
* Aplicações até 361 a 720 dias: 17,5%
* Aplicações acima de 720 dias: 15%

Recomendações:
O CDB é uma ótima opção de investimentos em renda fixa, entretanto para pequenos valores (inferiores a R$ 10 mil), e em prazos curtos (inferiores 360 dias) sua rentabilidade tende a ficar bastante próxima da poupança, que é um instrumento mais prático e de maior liquidez. Para valores maiores e por prazos mais longos é um dos instrumentos mais recomendados, fazendo um bom par com as aplicações do tesouro direto, principalmente se o investidor conseguir negociar uma boa taxa em relação ao CDI. Os CDBs pós fixados são considerado mais seguros, não significando que os prefixados também não sejam uma boa opção.

Atenção:

Não se deixe seduzir pelo canto das sereias dos bancos pequenos, lembre-se que muita gente perdeu dinheiro nos CDBs do Banco Santos e outros bancos menores que faliram, assim para valores superiores ao garantido pelo FGC (R$ 250 mil), opte por instituições financeiras de grande credibilidade no mercado, principalmente os bancos públicos,


*Para saber mais sobre o Fundo Garantidor de Créditos:

21 de dez. de 2010

Quanto custa 1 grama de Cocaína?

Economia das Drogas

Comparação entre os valores da Maconha, Crack e Cocaína entre RJ, SP e Nova York.


Fonte: Veja - 15/12/2010


15 de dez. de 2010

10 anos de Rendimentos

Qual foi o melhor investimento da década 2000-2010?
Inflação:
- IPCA = 90%
- IGPM = 130%
Poupança = 124%
Dólar = -13%
Ouro = 372%
CDI = 315%
Bolsa:
Ibovespa = 356%
Petrobrás= 640%
Vale = 2000%

algumas observações (óbvias):
1. A bolsa só perdeu para o Ouro.
2. A poupança perdeu feio para o CDI (por isso recomendo quem tiver um graninha a mais migrar da poupança para um CDB que pague pelo menos 95% do CDI, lembre-se que a maior parte dos gerentes tem alçada para negociar a rentabilidade dos CDBs).
3. Quem investiu na Vale tá nadando em dinheiro!

10 de dez. de 2010

Investimentos: Comece pela Renda Fixa!

Atualmente diversos palestrantes da área de finanças e investimentos empolgam suas platéias afirmando que qualquer um pode ser um milionário e que para isso basta um pouco de coragem para se lançar no mercado de ações e ser feliz. Na verdade, o processo não é tão simples quanto parece, e o mercado de ações parece não ser o único veículo para chegar lá, a notícia boa é que indivíduos de renda média podem sim se tornar milionários, mas isso envolve disciplina e tempo.
Um processo muito comum que acompanho há um bom tempo com amigos e alunos é este:
1. O indivíduo descobre o mercado de ações.
2. Após alguns investimentos bem sucedidos em um prazo curto coloca todo o seu dinheiro lá.
3. Em um movimento normal, a bolsa cai drasticamente causando grandes perdas aos investidores.
4. Revoltado com as perdas, o investidor saca todos os seus investimentos no pior momento da bolsa, realizando assim suas perdas e promete nunca mais voltar lá.
            Quando reencontro os antes empolgadíssimos investidores, eles não querem nem tocar no assunto. As ações estão mortas e enterradas! Na verdade como já foi dito antes, nossa natureza é de sermos avessos ao risco, os seres humanos mais medrosos foram os que conseguiram sobreviver por gerações e passar seus genes para que chegássemos aqui hoje, é muito difícil perder, por esse motivo, mesmo que historicamente os retornos dos investimentos em ações sejam maiores que os de renda fixa, a maior parte dos nossos recursos (inclusive dos grandes investidores institucionais) estão alocados em investimentos de renda fixa.
            Os investimentos em ações são importantes, mas para que gerem efeitos duradouros precisam ser realizados com muito planejamento e cautela. Defendo que todo investidor sem exceção comece pela renda fixa, e que só após ter conseguido uma boa reserva nesse tipo de investimento (pelo menos três vezes sua renda mensal), migre gradualmente parte dos novos investimentos a renda variável (mercado de ações). 
É necessário que o aplicador saiba que não existem atalhos no mercado financeiro, ou como os economistas costumam dizer "não existe almoço grátis", quem quiser iniciar seus investimentos na renda variável (ações) pode ganhar bastante, mas também pode "quebrar a cara" e comprometer toda uma vida de investimentos frutíferos nesse tipo de ativo. Na verdade o primeiro passo está em entender que pequenos investimentos mensais produzem grandes efeitos no longo prazo, mesmo quando efetuados em aplicações de baixa rentabilidade:

Do Infomoney:

Gastos com cigarros são maiores do que com arroz e feijão, aponta FGV 11h28
SÃO PAULO - O brasileiro gasta mais com cigarros do que com alimentos básicos. Conforme pesquisa da Fundação Getúlio Vargas divulgada nesta segunda-feira (28), dados de abril de 2007 do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mostram que a fatia do orçamento correspondente a cigarro é de 1,25%, e a de arroz e feijão, 0,85%.

Fiz uma simulação:

Um indivíduo que fuma dois maços de cigarro por dia (R$ 3,00/cada) em média. Esse cara gasta R$ 180,00 / Mês com cigarros. Se ele fuma dos 20 aos 60 anos - 40 anos. (alguns fumam durante 60, 70 anos) Caso ele aplicasse mensalmente esses R$ 180,00, ele poderia depositar 480 prestações ao longo de sua vida de fumante.
Ganho nas Aplicações: Utilizamos um ganho de 0,5% ao mês já descontada a inflação, a mesma remuneração utilizada para cálculo pelos fundos de pensão. Resultado da Simulação: 40 anos de cigarro daria para comprar uma casa em qualquer lugar do Brasil - R$ 358.468,33!!!

9 de dez. de 2010

Cuidado com a Taxa de Custódia!

Cuidado com a Taxa de Custódia!

A taxa de custódia é o valor cobrado pelo seu banco ou corretora para "guardar" as  ações ou títulos públicos . Algumas corretoras simplesmente não cobram taxa de custódia (Ex. Banif), enquanto outras cobram taxas mensais bem salgadas.

Normalmente as taxas de custódia para ações são fixas e cobradas mensalmente dos clientes, enquanto que as taxas de custódia para títulos públicos são percentuais com taxas que chegam a 1% ao ano. Basta "dormir" um dia comprado com uma ação para que a taxa de custódia seja cobrada.

Em minha opinião a taxa de custódia não deveria ser cobrada, uma vez que já remuneramos a Companhia Brasileira de Liquidação e Custódia (CBLC), instituição responsável por custodiar os ativos, quando obrigatoriamente pagamos a taxa de liquidação na nota de corretagem

Recomendo que os investidores de Homebroker optem por corretoras que não cobram taxa de custódia nem para Títulos Públicos nem para Ações. Um investidor de ações que possui ativos avaliados em R$ 5.000,00 e paga R$ 18,00 mensais de taxa de custódia de ações, acabará destinando mais de 4% dos seus recursos para pagamento de taxa de custódia, dessa forma, seria mais barato pagar a taxa de administração de um fundo de investimentos e ter seus recursos administrados por um profissional. O mesmo se aplica a custódia de títulos públicos: na renda fixa as margens são apertadas e pagar 1% de taxa de custódia significa retirar boa parte da vantagem que esse tipo de investimento possui sobre CDBs e títulos de renda fixa. Assim, fica o conselho: Diga não a taxa de custódia, e se aceitar, faça de modo consciente, sabendo o custo dela sobre seus investimentos.
Como saber a taxa de custódia?

O ranking das taxas cobradas para custódia de títulos públicos pode ser visto nesse link:

Já para saber a taxa de custódia do banco ou corretora, só entrando em contato direto com a instituição.

6 de dez. de 2010

Poupar ou Não Poupar eis a questão

Muitas pessoas me dizem que quem poupa não vive, que a vida é curta e foi feita para ser vivida, e coisas do tipo. Concordo com a segunda parte, mas discordo da primeira. Tenho lido muitas pesquisas econômicas sobre felicidade, e apesar de apresentarem dados conflitantes sobre a renda ideal para ser feliz elas convergem em um ponto: um grau elevado de consumo não trás mais felicidade.


Pelo menos desde Adam Smith no século XVIII, os economistas flertam com a psicologia, em  1992, Gary Becker ganhou o prêmio Nobel da economia por suas pesquisas que relacionam microeconomia com o comportamento humano, mas somente em 2002 quando um psicólogo israelense chamado Daniel Khaneman ganhou o prêmio Nobel de Economia, surgiu verdadeiramente um novo ramo das ciências econômicas chamado Economia Comportamental, que a cada ano vem ganhando mais espaço dentro das pesquisas econômicas. A economia comportamental entre outras coisas tenta mensurar a felicidade e apesar de ser clichê, as pesquisas econômicas mostram que a felicidade tem forte influência das relações sociais, da proximidade da família e dos amigos, e sob ponto de vista do dinheiro/consumo: ter moradia, segurança, educação e acesso a um bom sistema de saúde. As roupas caras, carros de luxo e outras compras do tipo, por usa vez,  tem uma fraca relação com a felicidade, principalmente para as famílias de classes mais abastadas.


Quanto maior a renda maior o consumo, se ganhamos mais, consumimos mais, é isso que diz a Lei Psicológica Fundamental do economista Keynes. Por outro lado os economistas têm um conceito bem interessante chamado utilidade marginal descrescente que numa versão simplificada diz que quanto mais consumimos de determinado bem, menor será a nossa satisfação com o seu consumo, isso explica porque com sede pagaríamos mais pelo primeiro copo d'água do que pelo segundo. Assim, se o nosso consumo adicional não nos trará grandes elevações na nossa utilidade (satisfação), para quê então elevar o nosso padrão de consumo e ser escravo dele?


A ciência há muito detectou uma assimetria no nosso sistema de recompensa no consumo, enquanto a felicidade de subir um degrau na escalada do consumo é relativamente pequena, o sofrimento de descer o mesmo degrau é muito maior. Somo avessos ao risco: a satisfação do ganho é menor do que a dor da perda.  Isso quer dizer "na dúvida não ultrapasse", você pode viver muito bem sem nunca ter tido um carro, mas viverá pior se tiver um carro e precisar vendê-lo, o mesmo se aplica a TV a cabo, restaurantes de luxo e a maior parte dos bens de consumo por isso é melhor pensar bem antes de aumentar o seu padrão de consumo.


Para contrastar com aqueles que dizem que dinheiro é para ser gasto, e poupar é levar dinheiro para o caixão, temos milênios de sabedoria popular, filosofia e religião que pregam o desapreço aos bens materiais e ao consumismo. Um dos grandes argumentos econômicos que corroboram com a idéia de aumento do consumo nã trás felicidade é que desde a segunda guerra mundial, a renda e o consumo aumentaram exponencialmente, porém a felicidade mensurada se mantém constante, e em alguns lugares vem até diminuindo, as excessões ficam por conta das sociedades pobres, onde realmente a elevação de renda e consumo se traduz em maior satisfação social.


Na prática as pessoas que conseguem pagar suas contas e guardar algum dinheiro são mais felizes do que aquelas que mesmo consumindo mais, vivem enforcadas com suas contas. Muitos divorciados alegam que os problemas financeiros foram o principal motivo da separação no casamento, por exemplo, enquanto que outras tantas começam a ter problemas de saúde ou até mesmo cometem o suicídio por causa de problemas com dinheiro.


Afinal para que poupar?

Poupamos para cumprir um objetivo, ou simplesmente para nos sentirmos mais seguros diante das adversidades da vida. Que objetivos? Que Adversidades?


Os objetivos são individuais e tem a ver com as individualidades e peculiaridades de nossa vida, alguns poupam para abrir seu próprio negócio, outros poupam para comprar uma casa na praia, mas apesar disso temos muitos objetivos em comum, diria que os principais são: Automóvel, Moradia e Aposentadoria.

As adversidades podem ser dos mais variados tipos: "as coisas sempre podem ficar pior do que já estão", assim as reservas são bem vindas em casos de acidentes, problemas de saúde e desemprego, ninguém está livre desse tipo de problema, e nada mais tranqüilizador nessas horas do que ter uma boa reserva financeira, caso contrário os problemas se somarão ou será que comprar as roupas da moda ajudará em alguma coisa nessas situações?

Prefácio do Blog

            Sou professor de economia há 10 anos, antes disso trabalhei no mercado financeiro, e antes ainda já era um entusiasta da área de investimentos, por essas razões meus alunos e amigos sempre me pedem aconselhamento sobre quanto e onde investir, após dar-lhes algumas breves explicações sempre ouço a seguinte pergunta: - Qual livro você me recomenda? Nunca consegui responder essa pergunta de uma maneira direta, sempre hesitei e após uma pausa recomendei partes de pelo menos dois ou três livros.
            Apesar de ter uma boa biblioteca pessoal na área de economia, finanças e investimentos, além de ter acompanhado e comprado grande parte dos livros de finanças pessoais (mesmo os mais superficiais), não me passa pela cabeça nenhum livro que seja didático e ao mesmo tempo crítico e razoavelmente profundo na área de investimentos pessoais, o que vejo por aí ou são livros mais próximos da prateleira de auto-ajuda, aqueles que ensinam a se livrar do cartão de crédito e das compras por impulso, ou são livros que louvam os investimentos em ações, sem ao mesmo esclarecer sobre outros investimentos igualmente atrativos.

A idéia por trás desse blog é fornecer informações de maneira de didática sem ser superficial, proporcionando aos leitores subsídios para que tomem suas próprias decisões de investimentos, sem precisar depender de conselheiros inexperientes e evitando o conflito de interesses gerado no relacionamento com bancos e corretoras.

Este blog parte do pressuposto que o leitor investe ou tem intenção de investir o seu dinheiro, portanto, não entrando no mérito, de como cortar gastos ou como gerenciar melhor as suas dívidas, se você é do tipo que nunca conseguiu e provavelmente não conseguirá juntar dinheiro, este blog será de pouca serventia, mas se você é do tipo poupador, independente de ter objetivos de curto, médio e longo prazo, tenho certeza que esse material será bastante proveitoso. Lembre-se que suas perguntas ajudam a enriquecer nosso conteúdo. Entre e seja bem vindo!

5 de dez. de 2010

85% dos Agentes Autônomos de Investimento trabalham com a tabela (caríssima!) bovespa.

Pesquisa da Comunidade do Orkut  - Ancor - Agente Autônomo - (http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=54333194) mostra que 85% dos que responderam a pesquisa trabalham com tabela variável da bovespa, ou seja, apenas 15% trabalham apenas com tabela fixa. Isso corrobora com a idéia de que os Agentes Autônomos de Investimento (AAI) "empurram" corretagem cara em seus clientes. A parte boa da pesquisa é que 55% dos AAI trabalham com os dois modelos, ou seja, para os clientes mais informados, eles têm disponível no fundo do armário a corretagem fixa.

Resultados de 05/12/2010