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29 de abr. de 2009

O que é melhor investir em fundos ou por conta própria através do homebroker?

Os fundos de investimento sem dúvida são a melhor opção para o investidor leigo, que pouco conhece sobre investimentos. Quando o investidor coloca o dinheiro em um fundo ele delega a escolha dos ativos a um gestor especializado em investimento. No fundo a aplicação de um investidor se soma a de outros investidores tornando possível por exemplo comprar ações de mais de dez empresas diferentes, enquanto sozinho não conseguiria comprar se quer um lote de ações de uma empresa.

Aplicar via homebroker, no entanto, é uma boa opção para quem tem conhecimento e gosta de ter controle sobre o que faz, tenho a opinião de que o pequeno investidor obtém algumas vantagens sobre os fundos:

1. Não paga taxa de administração;
2. Compra e vende por preço melhores devido ao baixo volume de investimento
3. Os dividendos da empresa são tributados uma única vez, na fonte, ao contrário dos fundos que são bi-tributados.
4. O investidor entra e sai consciente do valor investido, ao contrário dos fundos em que ele não sabe qual é o valor da quota de fechamento.
5. O investidor pode usar opções para proteger (fazer Hedge) de algumas ações tais como Petrobrás e Vale;

Por essas e por outras prefiro fazer meus próprios investimentos.

28 de abr. de 2009

Como investir em Títulos Públicos através do Tesouro Direto?


Tesouro Direto

A emissão de títulos é a forma do governo pegar dinheiro emprestado, ou seja se financiar. O comprador dos títulos paga de imediato pelo título que tem um prazo de vencimento que pode variar de poucos meses até mais de 30 anos e recebe do governo um pagamento referente aos juros semestralmente ou no final vencimento do título dependendo das especificações do título que ele investir.

Quando investimos em um fundo de renda fixa a maior parte ou todo o dinheiro investido vai para títulos do governo. Os fundos de investimento que alocam mais da metade do seu capital em títulos privados precisam ter no nome o aviso: "crédito privado", indicando que o risco de investir naqueles fundo é maior, ou seja, quando o fundo for apenas "renda fixa" a maior parte do dinheiro está sendo investida em títulos públicos.

Investir diretamente em títulos do tesouro, no entanto, pode ser bem mais rentável que investir em fundos de renda fixa, pois conforme já foi dito os bancos cobram uma taxa de administração nos fundos, taxa que pode reduzir drasticamente a rentabilidade como já foi demonstrado.

Para comprar títulos públicos diretamente ao tesouro é necessário se cadastrar em um agente de custódia autorizado(provavelmente seu banco é um agente de custódia autorizado), uma vez cadastrado você vai receber uma senha por e-mail.

De posse da senha basta acessar o site do tesouro direto:
http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto

Escolher o Título e Comprar.

Títulos

As características dos títulos públicos são as seguintes:
· LTN - Letras do Tesouro Nacional: títulos com rentabilidade definida (taxa fixa) no momento da compra. Você sabe antes quantos reais vai ganhar. Forma de pagamento: no vencimento;
· LFT - Letras Financeiras do Tesouro: títulos com rentabilidade diária vinculada à taxa de juros básica da economia (taxa média das operações diárias com títulos públicos registrados no sistema SELIC, ou, simplesmente, taxa Selic) Forma de pagamento: no vencimento;
· NTN-C – Notas do Tesouro Nacional – série C: títulos com rentabilidade vinculada à variação do IGP-M, acrescida de juros definidos no momento da compra. Ideal para formar poupança de médio e longo prazo, garantindo seu poder de compra. Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal);
· NTN-B – Nota do Tesouro Nacional – série B: título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra. Ideal para formar poupança de médio e longo prazo, garantindo seu poder de compra. Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal);
· NTN-B Principal – Nota do Tesouro Nacional – série B: título com rentabilidade vinculada à variação do IPCA, acrescida de juros definidos no momento da compra. Não há pagamento de cupom de juros semestral e é ideal para formar poupança de médio e longo prazo, garantindo seu poder de compra. Forma de Pagamento: no vencimento (principal); e
· NTN-F – Nota do Tesouro Nacional – série F: título com rentabilidade prefixada, definida no momento da compra. Forma de Pagamento: semestralmente (juros) e no vencimento (principal).

fonte: http://www.tesouro.fazenda.gov.br/tesouro_direto

Custos

Comprar pelo tesouro direto também envolve custos, os custos são os seguintes:

Taxa de Negociação BM&FBovespa - 0,10% do valor da operação.

Taxa de custódia da BM&FBOVESPA de 0,30% ao ano sobre o valor dos títulos, referente aos serviços de guarda dos títulos e às informações e movimentações dos saldos, que é cobrada semestralmente, no primeiro dia útil de janeiro ou de julho, ou na ocorrência de um evento de custódia (pagamento de juros, venda ou vencimento do título), o que ocorrer primeiro.

Taxa de Administração ou Corretagem: Cobrada pelo agente de custódia, ou seja o seu banco, existe uma tabela no site do tesouro direto mostrando a porcentagem cobrada por cada agente autorizado anualmente por operações com títulos públicos, alguns agentes simplesmente não cobram essa taxa.

Mesmo pagando todas essas taxas é possível para um pequeno investidor conseguir um custo total anual abaixo de 0,5%, taxa essa cobrada pelos fundos de renda fixa apenas para grandes investidores, que investem R$ 500 mil ou mais.

Quanto precisa para investir no tesouro direto?

Segundo informações do site do tesouro direto:a partir de R$ 100,00, no entanto não é tão fácil encontrar títulos nesse valor, hoje R$ 200,00 já é garantido. A quantidade mínima de compra é a fração de 0,2 título, ou seja, 20% do valor de um título. Desta forma, para saber o valor mínimo que pode ser investido basta multiplicar o valor de 1 título por 0,2. Os títulos públicos são ofertados no Tesouro Direto em frações de 2,0 título, isto é, o investidor pode comprar 0,2 título; 0,4 título; 0,6 título; 0,8 título; 1,2 título e assim por diante. No entanto, não é possível comprar, por exemplo, 0,1 título ou 5,7 títulos.

Se que quiser resgatar meu título antes do vencimento?

O governo faz a recompra dos títulos públicos apenas nos dias de quarta-feira, o que reduz a liquidez do ativo (fácil de transformar em dinheiro).

Dicas:

Escolha um banco ou corretora que não cobre taxa de administração.

Diversifique a carteira de títulos.

Opte por alocar mais da metade do capital em títulos pós-fixados, pois esses apresentam maior segurança diante das mudanças econômicas.

Classificação do Investimento: $$$$$

Como investir em Ações?

Para investir em ações você tem duas opções:

Investir em um fundo de ações ou Comprar ações diretamente.

O fundo de ações é um tipo de investimento parecido com um condomínio, administrado por um gestor que toma as decisões de investimentos pra os participantes do fundo, conhecidos como quotista. Nos fundos de ações quem compra e vende as ações é o gestor do fundo.

Dica: A maior parte dos bancos possuem fundos de ações para oferecer aos seus clientes, então se quiser investir em um fundo de ações converse com o seu gerente, porém fique atento a taxa de administração que deve ficar em torno de 2% ao ano evitando investir em fundo de ações que cobrem taxas muito altas, observe também o histórico de rendimento do fundo e sua composição (empresas que compõem o fundo).

Quem quiser comprar ações diretamente pode fazer de duas formas:

1. Telefone - investimento conhecido como "Mesa de Operações", pois do outro lado da linha um corretor fará as operaçõs de compra e venda das ações para o cliente.

2. Homebroker - Instrumento que permite o investidor comprar ações diretamente pela internet.

Para comprar ações diretamente é necessário se cadastrar em uma corretora de ações, a maior parte dos bancos brasileiros tem sua própria corretora, mas o grande problema das corretoras dos bancos é a baixa qualidade do serviço associada a preços mais altos do que os cobrados pelas corretoras especializadas.

No serviço de homebroker as corretoras cobram uma taxa de corretagem toda vez que o cliente compraou vende ações, a taxa de corretagem pode ter como base o valor operado (ex: 0,5% do valor da operação, conhecida como taxa variável ou pode ser fixa (ex: R$ 15,99 por operação), ou ainda pode ser mista, uma parte fixa e outra variável, mais conhecida como tabela bovespa.

Dica: Na grande maioria das vezes a melhor opção é a taxa de corretagem fixa, evite taxas variáveis e a tabela bovespa.

A maior parte dos usuários experientes de homebroker prefere operar (comprar e vender ações) através de corretoras não associadas a bancos.

Abaixo alguns links de corretoras:

http://apregoa.com/
http://www.banifinvest.com.br/
http://www.coinvalores.com.br/
http://www.fatorcorretora.com.br/
https://www.gradualinvestimentos.com.br/
http://www.shopinvest.com.br/
http://www.linktrade.com.br/
http://www.plannerhb.com.br/
http://www.prospercorretora.com.br/
https://negocios.socopa.com.br/
http://www.souzabarros.com.br/
https://www.investbolsa.com.br/
http://www.tov.com.br/
http://www.wintrade.com.br/
http://www.xpi.com.br/

O que pesquisar antes e abrir uma conta:

- valor da corretagem (tabela fixa ou variável?)
- qualidade do serviço (opinião dos usuários)
- Depósito Mínimo
- Valor da taxa Custódia
- Credibilidade da Empresa

O que é um título de capitalização?


O que é um título de capitalização?

Os títulos de capitalização são vendidos pelos bancos como um produto de investimento em que o aplicador além dos rendimentos da capitalização ainda participa de sorteios concorrendo a prêmios em dinheiro. Os bancos constituem empresas específicas para comercializar este produto, já que os títulos de capitalização só podem ser vendidos pelas sociedades de capitalização, assim existem empresas específicas ligadas a cada banco tais como Brasilcap Capitalização (Banco do Brasil), Caixa Capitalização (Caixa Econômica Federal), Itaú Capitalização (Itaú), etc.

Os títulos de capitalização, assim como as empresas são fiscalizados pelo governo através da SUSEP. Antes de investir entre na página da SUSEP na internet e verifique se a empresa está autorizada a comercializar esse título de capitalização.

Como Funciona:

Os compradores de títulos de capitalização podem escolher duas modalidades: Pagamento Único (PU) em que o pagamento é feito de uma única vez ou Pagamento Mensal (PM) em que os pagamentos são efetuados mês a mês. A idéia é que os pagamentos sejam rentabilizados e após um prazo específicado em contrato devolvido ao cliente. Durante o período em que o título estiver vigente o comprador do título participa de sorteios concorrendo a prêmios em dinheiro.

Os títulos são vendidos como uma alternativa a poupança, pois além de rendimento parecido (0,5% + T.R.), o participante concorre a prêmios. A verdade é que muitos títulos possuem rendimento inferior ao da poupança, e o pior: apenas uma parte do pagamento vai ser capitalizado ou seja vai render dinheiro, já que uma parte será destinada a bancar os sorteios e outra parte conhecida como taxa de carregamento se destina a empresa de capitalização.

Exemplo ilustrado na página da SUSEP:

Suponha que, num título com pagamentos mensais no valor de R$100,00 cada um, o quarto pagamento apresente as seguintes quotas:
Quota de Capitalização: 75%
Quota de Sorteio: 15%
Quota de Carregamento: 10%
Então, R$75,00 serão destinados para compor o capital, R$15,00 serão destinados para o custeio dos sorteios e R$10,00 serão destinados à Sociedade de Capitalização.

Investimento Ruim

O resultado disso é que muitas vezes quando vai resgatar o comprador de um título de capitalização se depara com um saldo bastante inferior ao que foi aplicado, quanto antes resgatar pior será o negócio, o ideal para que adentrou em um plano de capitalização é tentar esperar o final do prazo para só então efetuar o resgate para não incorrer em perdas, mesmo assim provavelmente terá um rendimento bastante inferior a outros investimento de renda fixa.

Outro ponto negativo é que se o cliente não honrar os pagamentos mensais durante determinado período o título é cancelado antes do prazo, gerando perdas para o mesmo.

Os títulos de capitalização são um dos produtos preferidos dos gerentes de banco, pois deixa uma boa margem para agência, assim os gerentes são bastante agressivos ao vender esse tipo de produto, por vezes deixando a ética de lado ao explicar apenas parcialmente o funcionamento desse produto.

Apesar de que sob o ponto de vista estritamente racional os títulos de capitalização serem um péssimo investimento, alguns clientes se dizem satisfeitos com os seus títulos e alegam a obrogação dos pagamentos mensais (PM) como o motivo para isso, dizem que se fosse para colocar o dinheiro na poupança jamais conseguiriam manter tal disciplina.

Dica:

Só invista em títulos de capitalização se você pertecer a um desses três grupos:

Grupo dos Jogadores - Adoram jogos, são otimistas e usam o investimento como um entretenimento para torcer e acompanhar os sorteios, pessoas que adoram manter uma chama de esperança acesa.

Grupo dos Perdulários - Não tem disciplina para manter aplicações de alta liquidez, só coloca o dinheiro quando é obrigado e não saca porque além da burocracia tem as perdas, pessoas que jamais teriam disciplina para colocar o dinheiro na poupança por exemplo, e mesmo se tivessem sacariam com a mesma velocidade que investiram.

Grupo dos que por motivos diversos precisa fazer média com o gerente do banco: Para pessoas que usam a estratégia de perder de um lado para ganhar do outro.

Para os demais casos: Fuja dos títulos de capitalização!

Como funciona a poupança?



O que é Poupança?

A poupança é um produto financeiro tradicional em que o investidor deposita o dinheiro no banco, que repassa para tomadores de empréstimo como por exemplo produtores da área rural que necessitam de empréstimo para custeio de sua produção, ou empresários da construção civil que precisam de empréstimos para iniciar obras de saneamento e habitação. Os recursos oriundos da poupança são muito importantes para o crescimento do país, quanto maior o nível da poupança maior a facilidade de um país financiar o seu crescimento.

A poupança é uma modalidade de investimento bastante simples. Qualquer um pode abrir uma conta poupança, sua grande vantagem é não pagar imposto de renda (modalidade pessoa física) e não ter custo de manuntenção, além de ser extremamente fácil de obter uma conta, pois não necessita de comprovação de renda, nome "limpo" no cadastro do serasa e outras exigências comuns a abertura de uma conta corrente. Qualquer um que tenha um CPF pode abrir uma conta poupança e não terá custo algum por isso.

Rendimento
A maior desvantagem da poupança é o seu baixo rendimento. A poupança rende a TR mais 0,5% ao mês. A TR é a Taxa Referencial e nos últimos anos vem rendendo entre 0,0% e 0,2% ao mês, o que dá a poupança um rendimento entre 0,5% e 0,7% todo mês. Esse rendimento já foi considerado muito baixo, no entanto com a queda dos juros passou a ser atrativo, principalmente porque não paga imposto de renda.

Para fazer jus ao rendimento da poupança é necessário que o aplicador permanceça com o dinheiro na poupança por um mês inteiro, até a poupança completar o "aniversário", porém o dinheiro não fica "preso" nesse período, o aplicador pode sacar a qualquer momento, no entanto não receberá o rendimento caso retire o seu dinheiro antes do aniversário da poupança. Se o investidor fizer diversas aplicações na poupança em datas diferentes  terá diversos aniversários e sempre que ele for sacar o dinheiro, a poupança automaticamente selecionará o(s) aniversário(s) que mais beneficie o aplicador.

Segurança
Uma outra vantagem da poupança é ser garantida pelo Fundo Garantidor de Crédito (FGC) em até R$ 70 mil (para mais informações ver www.fgc.org.br) caso o banco venha a falir, o que torna um investimento bastante seguro para quem investe até esse valor.

Liquidez
A liquidez, ou a facilidade de sacar o dinheiro da poupança é vista por muitos investidores como uma desvantagem, pois esses investidores alegam não conseguir manter seus investimentos na poupança devido a facilidade de saque e muitos acabam migrando para opções menos rentáveis como por exemplo os títulos de capitalização, que em geral rendem bem menos que a poupança e que tem baixa liquidez, ou seja dificuldade para sacar e/ou perdas durante o saque para o cliente.


Opinião

A poupança sempre configura como uma boa opção de investimento quando:

1. Valores abaixo de R$ 5 mil - Valores baixo dificilmente encontram fundos de investimento em renda fixa com taxas de admistração atrativas, nessa situação em geral a poupança é mais rentável, principalmente se considerarmos que os fundos pagam imposto de renda.

2. Os valores investidos deverão ser utilizados em até 3 meses - mais uma vez a facilidade de saque e ausência de imposto de renda são uma bela vantagem para a poupança no curtíssimo prazo.

3. Investidores conservadores e com valor abaixo de R$ 60 mil - Os fundos de renda fixa são seguros, no entanto não são garantidos como a poupança, assim para patamares abaixo de R$ 60 mil, a poupança e os CDBs ainda são os investimentos mais seguros.

Fique atento

Segurança não é tudo, procure fazer uma boa combinação entre rendimento e segurança diversificando seus investimentos.

26 de abr. de 2009

Quais são os riscos de investir em renda fixa?


Os fundos de investimento de renda fixa alocam os seus recursos em papéis que rendem juros. Os investimentos são divididos em títulos públicos e títulos privados.

Títulos Públicos
Os títulos públicos emitidos pelo tesouro são considerados papéis de baixo risco, uma vez que as chances do tesouro não pagar aos seus credores são remotas, quando isso acontece dizemos que o governo decretou a moratória e o pagamento dos juros por parte do governo ficam suspensos. Isso já aconteceu com o México, Rússia e mais recentemente com a Argentina. O Brasil também passou por isso no final da década de 80 durante o governo de José Sarney, no entanto, hoje investir em títulos do tesouro brasileiro é considerado um investimento de baixo risco pelas agências internacionais de rating, o Brasil tem um selo dado pelas principais agências que o coloca em um status de "grau de investimento".

Prefixados e Pós-Fixados
Apesar da possibilidade do governo brasileiro dar o calote hoje ser considerada improvável, a composição da carteira é muito importante. Os títulos prefixados são os mais arriscados, pois apesar do investidor saber antecipadamente quanto vai ganhar de rendimento, os titulos prefixados ao contrário dos pós-fixados não defendem o investidor de uma inflação elevada. Imagine o fundo que você investiu alocou a maior parte da carteira de investimentos em títulos prefixados que rendem 9% ao ano, e a inflação dispara para patamares de 12% ao ano, nessa situação o rendimento desses papéis ficará abaixo da inflação, o que chamamos de rendimento real negativo, reduzindo o patrimônio do investidor.

Os títulos prefixados também estão sujeitos a redução de valor, pois toda vez que a taxa de juros se eleva, os títulos antigos ficam menos atrativos, perdendo assim valor de mercado. É verdade também o contrário: quando as taxas de juros caem, os títulos prefixados com taxas anteriores (mais altas) se valorizam no mercado.

Os títulos pós-fixados por sua vez são menos arriscados pois possuem um lastro em um outro indicador como por exemplo a inflação medida pelo IPCA, dessa forma quem adquirir papéis desses fundos ganhará o valor da inflação somado a taxa de rentabilidade do título, por exemplo IPCA + 4% ao ano, em uma situação como a descrita no exemplo anterior cuja a inflação foi de 12% ao ano, o título pós-fixado renderia aproximadamente 16% contra os 9% dos títulos pré-fixados. Os títulos prefixados só são vantajosos em situações que a inflação se mantenha sobre controle, ou mesmo caia, mas como é muito difícil prever a inflação futura o ideal é alocar apenas uma pequena parte dos investimentos em títulos prefixados.

Títulos Privados - O verdadeiro risco

Os papéis emitidos por empresas privadas são os de maior risco entre os investimentos de renda fixa, ao contrário dos governos que "envergam mais não quebram" as empresas podem falir, e seus credores perderem todo o seu patrimônio investido nesse tipo de papel. Quando o investidor faz um investimento em um fundo de renda fixa ele quase nunca sabe qual a proporção que o gestor do fundo vai alocar em títulos privados, que como foi dito tem um risco mais elevado. Em geral as empresas pagam juros mais altos do que o governo, nos bons tempos da economia isso leva alguns gestores de fundos que estão em busca de uma rentabilidade mais elevada a investir grande parte do patrimônio dos seus fundos em títulos privados, no entanto, no inícios dos tempos difíceis da economia, com a expectativa do calote das empresas os investidores fogem desses papéis fazendo com que seu valor de mercado caia substancialmente, causando grandes perdas aos fundos de renda fixa que alocaram grande parcela do seu capital nesse tipo de investimento. Quando a crise se agrava, muitas vezes vem a inadimplência por parte das empresas e esses papéis passam a literalmente não valer nada.

Dicas para investir em Renda Fixa:

Procure ler o estatuto do fundo, quanto maior a parcela investida em títulos públicos mais seguro será o fundo.

Procure alocar uma boa parte em títulos pós-fixados para garantir uma boa segurança.

Se for investir em títulos privados procure conhecer as empresas que você está "emprestando" dinheiro.

Cuidado com investimentos em renda fixa muito vantajosos, isso pode ser uma cilada. Lembre-se que não existe almoço de graça.

Para quem investe até R$ 60 mil, os Certificados de Depósito Bancário (CDB) são uma ótima opção de investimento, pois mesmo que o banco venha a falir, esse tipo de investimento tem um "seguro" de até R$ 60 mil.

A grande crise econômica de 2008-2009 ocorreu devido ao não pagamento de juros por parte dos que financiaram sua casa própria, ou seja, ocorreu inicialmente no mercado de renda fixa para depois se propagar para o mercado de ações e derivativos.

Os fundos DI são os mais seguros, pois investem em títulos do tesouro que captam mais rápido as mudanças na economia.

Por fim lembre-se: Renda Fixa tem risco sim! Principalmente para quem não sabe no que está investindo.

24 de abr. de 2009

O que é taxa de administração?


Como já foi dito anteriormente, quando colocamos nosso dinheiro em um fundo de investimento ele se somará aos recursos de outros investidores (cotistas) e será gerido por gestores especializados autorizados pela CVM, que escolherão onde os recursos serão alocados, isso no entanto tem um custo: a taxa de administração.

A taxa de administração é um percentual com base anual cobrado mensalmente sobre o patrimônio médio do fundo de investimento.

Como assim?

Imagine que um fundo cobra uma taxa de administração de 4,8% ao ano. Isso quer dizer que o fundo terá que render quase 5% em um ano para "empatar" o valor dos cotistas, ou seja, quanto maior a taxa de administração, pior para o investidor.

Exemplo:

Um fundo que possui uma taxa de administração de 4,8% a.a, cobrará 0,4% ao mês (4,8% ao ano dividido por 12 meses) sobre o patrimônio para administrar o dinheiro dos cotistas, esse valor incide sobre a saldo médio mensal do fundo.

Um investidor aportou R$ 10.000,00 no início do mês em um fundo de investimentos em que os gestores conseguiram uma rentabilidade de 1% nesse mês, assim no final do mês os R$ 10.000,00 transfomaram-se em R$ 10.100,00. Supondo que o rendimento foi constante ao longo do mês a média do patrimônio do investidor foi de R$ 10.050,00 (média entre R$ 10.000,00e R$ 10.100,00). O valor de R$ 10.050,00 será a base para a taxa de administração mensalizada. Calculando 0,4% de R$ 10.050, chegamos a R$ 40,20 que é a parte do banco pelos serviços prestados (taxa de administração), ou seja dos R$ 100,00 do rendimento inicial do fundo, R$ 40,20 vão para o banco sob a forma de pagamento da taxa de administração, restando portanto menos de R$ 60,00 de retorno para o investidor, que no resgate do investimento pagará ainda uma alíquota de Imposto de Renda (IR) de pelo menos 15% sobre esses R$ 60,00 de ganho, diminuindo ainda mais a sua taxa efetiva. Em resumo: na situação descrita acima o investidor ficará com menos da metade do valor do lucro obtido inicialmente pelo fundo de investimento.

Fique atento: Pesquise antes de investir, alguns fundos cobram ainda uma outra taxa sobre os ganhos, conhecida como taxa de performance.

Como Evitar? Aprenda a administrar o seu próprio dinheiro. Se o seu alvo é renda fixa, invista diretamente em títulos do governo através do tesouro direto. Caso opte por renda variável, use o homebroker do seu banco ou corretora para comprar parte das ações do seu portfólio.

22 de abr. de 2009

O que é um fundo de Investimento?


Alguém sempre comenta que é melhor colocar o dinheiro em um fundo de investimento do que na poupança, mas afinal o que é um fundo de investimento?

Apesar de na maioria das vezes serem vendidos pelos bancos, os fundos de investimento possuem um CNPJ próprio, ou seja é uma "empresa" independente do banco e funciona da seguinte forma: Especialistas gerenciam o dinheiro do investidor e cobram para administrar esses recursos.

Existem diversos tipos de fundo de investimento: Fundos de Renda Fixa, Fundos de Ações, Fundos Cambiais, etc.

Mesmo dentro dos grandes grupos existem fundos específicos como fundo de ações específicos de empresas da área de telefonia, ou fundos de renda fixa que só investem em papeis pós-fixados (fundos DI).

A grande vantagem dos fundos de investimento é delegar a decisão de investimento a um especialista da área. Exemplo: Dessa forma não preciso entender de ações para investir nesse tipo de ativo, basta que eu escolha um bom fundo de investimento em ações.

O lado ruim de investir em fundos de investimento é que os gestores cobram caro por isso, normalmente os fundos cobram uma taxa de administração, no entanto existem fundos que cobram uma taxa de performance.

Antes de investir em fundos de investimento:

Prefira instituições financeiras sólidas e tradicinais.

Avalie não apenas o histórico de rentabilidade mas também o prospecto, estatuto social ou qualquer documento que traga infomações sobre a política de investimento do fundo, pois mesmo administrados por especialistas estõ sujeitos as intempéries do mercado.

Não esqueça de verificar o valor da taxa de administração Dica: Fuja de fundos com taxa de administração superior a 3% ao ano.
Obs: A taxa de administração varia bastante de acordo com o tipo de fundo e o aporte inicial do investidor, de maneira geral quanto mais se investe, menor será a taxa de administração.

21 de abr. de 2009

O que significa Investimento em Renda Fixa?


O que é Renda Fixa?

Em finanças investir em RENDA FIXA significa investir em ativos financeiros cujo o retorno financeiro é todo ou em sua maior parte conhecido.

Os investimentos em RENDA FIXA podem ser divididos em Pré-Fixados e Pós-Fixados:

Ativos Pré-Fixados - Quando o retorno é totalmente conhecido. Exemplo: Investir em um título com um rendimento de 10% a.a.

Ativos Pós-Fixados - Quando o retorno é parcialmente conhecido, pois depende de um índice ou uma taxa de referência. Exemplo: Investir em um título com rendimento de 6% a.a + IPCA (inflação medida pelo IBGE).

Exemplos de Renda fixa: POUPANÇA, CDB, Títulos Públicos (emitidos pelo governo), Títulos Privados (emitidos por empresas).

O Investimento em Ações pode ser classificado como renda fixa? Não. Não sei quanto vou ganhar investindo em ações, vai depender do mercado, logo o investimento em ações é classificado como RENDA VARIÁVEL.

20 de abr. de 2009

O que é After-Market?




After-Market em tradução literal quer dizer "após o mercado".
O pregão principal da Bovespa funciona no horário das 10:00 até as 17:00 horas.

Após o fechamento, depois de meia hora (17h30), a bolsa abre novamente e funciona até as 19h00, esse período de funcionamento é conhecido como After-Market ou simplesmente "After".

Algumas peculiaridades:

Das 17h30 até 17h45 ocorre a pré abertura, onde as ordens dadas dentro do horário normal de funcionamento poderão ser canceladas, só após esse horário é que ocorrerão as negociações de ações.

No After Market não se negocia opções.

O valor das ações não pode subir nem cair mais de 2% em relação ao valor de fechamento do horário normal.

Existe um limite de operações de R$ 900 mil por pessoa.

Ações que não foram negociadas no pregão normal não poderão ser negociadas no "After".

16 de abr. de 2009

O que é Daytrade?


DAYTRADE

Quando um operador compra e vende um ativo no mesmo dia, essa operação é chamada de Daytrade (Tradução literal = Troca do dia).

Os economistas dizem que operar daytrade é atirar no escuro, uma vez que a teoria econômica prega que no curto prazo os movimentos são aleatórios (Random Walk), ou seja, ninguém sabe para onde vai.

Além disso, comprar e vender ações no mesmo dia tem outros contras, o custo de corretagem, como você paga uma taxa para cada operação de compra ou venda, grande parte do lucro será destinado a pagar as taxas de corretagens cobradas pela corretora.

Quem compra e vende no mesmo dia também tem uma desvantagem fiscal, o IR sobre operações é mais alto: A alíquota é de 20% contra 15% das operações normais.

Bem...mas que o friozinho na barriga de operar daytrade é bom...ninguém pode negar!

Opero daytrade para jogar adrenalina na veia. Faço operações utilizando a margem (empréstimo) que a corretora me disponibiliza. Não pago nada por isso, pois fecho a operação no mesmo dia (existe ALMOÇO GRÁTIS?) E contrariando tudo que eu estudei, tenho uma ótima taxa de acerto, meu "Videogame" gera uma grana compatível com o que eu ganho dando aula em duas turmas durante a noite, além de um prazer que não tem preço.

GUIA DO DAYTRADER

Antes de entrar para fazer operações de Daytrade, avalie os Prós e os Contra, e estabeleça um preço de saída: NÂO AFUNDE JUNTO COM O NAVIO.

Faça uma planilha para avaliar a taxa de acerto, a rentabilidade e o risco.

Cuidado com as taxas de corretagens, opte por corretoras que cobrem taxas fixas, algo em torno de R$ 15 a R$ 20.

Lembre-se que além da corretagem existe os emolumentos da bolsa.

Não se empolgue demais: se a coisa tá indo bem, continue, mas sempre com disciplina e dominando a ganância, nunca entre com muito dinheiro nessas operações.

Boa Sorte!

15 de abr. de 2009

Dá para viver de bolsa? Trabalhar em casa no Homebroker?


















Sempre me perguntam: Dá para viver de bolsa?
Resposta: NÃO

Se quiser viver de bolsa vá ser analista, corretor, ... mas viver de lucros de bolsa não é racional, pelo menos para quem tem menos do que alguns milhões, além de ser quase impossível.

Bolsa é para colocar dinheiro. Não concordo com a idéia de viver de bolsa.

Imagine um cara que ganha consistentemente (sem nunca perder) a incrível taxa de 3% ao mês (Warren Buffet, o homem mais rico do mundo não consegue nem metade dessa taxa!) com operações na bolsa, esse mesmo cara começou com 100 Mil, e ele tira todo o lucro para se manter, ou seja meros 3 mil por mês, apesar da excelente taxa nas operações.

Daqui a 20 anos ele terá....os mesmos 100 mil.

Bem, se ele tivesse reinvestindo esse dinheiro ao longo do tempo ele teria mais de 100 MILHÕES após 20 anos.