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30 de set. de 2010

Pesquisa do Infomoney com leitores mostra que a maioria dos Daytraders erra mais do que acerta

Uma pesquisa do site Infomoney com os leitores do site que faz
operações de Daytrade mostra que a maioria erra mais do que acerta em
suas operações, o interessante é que 8,45% dos que responderam a
pesquisa declararam acertar 100% das operações, quebrando o padrão
"normal" da curva estatística, o que sugere um viés, em outras
palavras, "Mentira". A estatística mostra que a maioria perde, e a
realidade, em minha opinião, ainda é pior do que a estatística.

Fonte: http://web.infomoney.com.br/templates/news/view.asp?codigo=1954706&path=/investimentos/


As corretoras continuam sendo os agentes mais atuantes nos cursos de
formação de novos investidores, recente promoção da XP Investimentos
no site Peixe Urbano vendeu milhares de cursos de investimento em
ações, sempre é bom lembrar que as corretoras ganham dinheiro com as
corretagens geradas pelas operações dos investidores, defendendo assim
que os investidores "girem" sua carteira de ações com a maior
freqüência possível, para isso pregam em seus cursos a análise técnica
e operações de DayTrade, enquanto que as pesquisas acadêmicas e a
observação empírica mostram que quanto mais um investidor um
investidor de Homebroker faz operações, menor tende a ser sua
rentabilidade no longo prazo. As técnicas de comprar e manter (Buy and
Hold) bons ativos com potencial de valorização são as mais bem sucedidas na prática.

28 de set. de 2010

Apostila Economia

https://docs.google.com/fileview?id=0B7SAmz1uS4CdZDU5MTA2ZDgtY2YyMy00MjBjLThmODctNGNlNWQ0YTdlYjRj&hl=pt_BR

O Brasil pagou a dívida externa?


Meus alunos sempre me perguntam:
"O Brasil não pagou a dívida externa?"

Não, não pagou, ainda deve bastante, a dívida externa total supera os
US$ 200 bilhões (aproximadamente 12% do PIB), mais do que o dobro da
dívida na década de 80.

"Eu vi na televisão que o Brasil pagou a dívida externa, está até
emprestando dinheiro para o FMI"

O Brasil possui um saldo de reservas internacionais, uma espécie de
poupança, maior que a dívida externa (hoje está em aproximadamente US$ 260 bilhões).

"Se ele tem dinheiro para pagar por que não paga?"

Principalmente por dois motivos: primeiro que as reservas servem de
defesa para o Real, o Banco Central utiliza as reservas para executar
a política cambial brasileira, serve de escudo contra ataques
especulativos, e segundo por que a dívida externa custa pouco em
relação a dívida interna, os juros são menores e o Real tende a se
apreciar diante do dólar, tornando os juros ainda mais baixos.

Outra razão para o governo não pagar a dívida externa é que ele só
detém 35% dessa dívida (setor público não financeiro), o resto é de
bancos e empresas privadas, apesar de afetar a economia brasileira,
essa dívida não é pública.

"E a dívida interna?"

Essa é bem grandinha, faz anos que só cresce, uma vez que o governo
nunca consegue arrecadar mais do que gasta (superávit nominal),
atualmente corresponde a aproximadamente 45% do PIB, algo em torno de
R$ 1.500.000.000,00!

27 de set. de 2010

Taxas de Administração - Fundos de Investimento

Imagine você dar 100 vaquinhas para o banco tomar conta, ou seja, gerir, cuidar delas, fazer o rebanho crescer... e ao final de um ano, independente do rebanho ter crescido ou não, pelo menos 5 vaquinhas
são do banco! É assim que funciona a taxa de administração dos fundos de investimento, ela é cobrada não sobre os ganhos, mas sobre o patrimônio, por isso uma taxa aparentemente inofensiva de "apenas" 5% ao ano tem um efeito de uma bomba na rentabilidade de um fundo, os investidores, muitas vezes despreparados não observam isso na hora de investir.

A ANBIMA (http://www.anbima.com.br/) divulga mensalmente em seu site as taxas médias de administração praticadas pelos diferentes tipos de fundo de investimento, em geral quanto mais se investe menor é a taxa cobrada pelos fundos, fazendo com que o dinheiro dos mais abastados cresça
mais do que os do pouco endinheirados, mas isso pode ser quebrado com um pouco de rigor na seleção dos investimentos, pergunte ao seu gerente qual é a taxa de administração do fundo, não seja passivo!
critique as taxas altas, mude de banco, faça seu dinheiro render mais!
Abaixo gráfico das taxas médias cobradas pelos fundos de investimento em Julho/2010:
Os fundos DI e de Renda Fixa tiveram taxa média inferior a 1%.
Os multimercados ficaram abaixo de 1,5%
E os fundos de ações com taxas um pouco superior a 2%.



23 de set. de 2010

Análise Técnica - Não Use!



Existem duas grandes correntes para determinação de investimentos em ações: Análise Técnica ou Gráfica e Análise Fundamentalista. A análise técnica consiste apenas em analisar o gráfico de preço da
ação, deixando para trás informações do Balanço da Empresa como faturamento, evolução do lucro, patrimônio, etc. Os grafistas se debruçam sobre os gráficos e procuram padrões, o interessante é que cada um escolhe a escala de tempo que lhe for mais conveniente (1 min, 5 min, diária,...) e acabam enxergando figuras diferentes para a mesma ação, algo como duas pessoas olhando para o céu e procurando padrões nos desenhos das nuvens, enquanto um visualiza um cachorro outro está vendo um carro na mesma nuvem.



Os grafistas tentam tratar a análise técnica como ciência dizendo que surgiu a "200 mil" anos no Japão, quando os "operadores" do mercado de peixe utilizavam Candlestick para suas operações e essa técnica foi redescoberta por um operador de Wall Street e caiu como uma luva para seus investimentos e por aí continua...a verdade é que as técnicas gráficas não são legitimadas no meio acadêmico, ou seja, não são apresentadas nos congressos de finanças, não rendem prêmios acadêmicos, são algo parecido com homeopatia ou medicina chinesa para a medicina tradicional, tem gente que usa, mas não tem comprovação, e talvez sofra do mesmo problema, o efeito placebo.



A análise técnica tem sido mais difundida para os Homebrokers, investidores que operam de casa, por um motivo trivial: é superficial. Em um cursinho de final de semana os novos investidores (estudantes secundaristas, aposentados, etc) são induzidos a pensar que são superoperadores e que aprenderam uma técnica "ímpar", justamente o "pulo do gato" que o palestrante mal intencionado deixou para os últimos cinco minutos de aula. A verdade é que além de ser refutada pela academia, no mundo real a análise técnica não é levada a sério pelos grandes investidores, que constituem equipes de profissionais qualificados muito bem pagas e gastam rios de dinheiro com pesquisas macroeconômicas. Olhando para os grandes investidores, NÃO vamos achar NENHUM grafista no meio, o maior de todos, um dos homens mais ricos do mundo, Warren Buffet é um investidor ortodoxo assumido, seguindo desde muito jovem o livro fundamentalista do professor Benjamin Graham intitulado "O investidor Inteligente", e se por acaso acharmos um grafista rico (Ex. Alexander Elder), com certeza ganhou dinheiro com cursos e livros para leigos desavisados e não no mercado de capitais.




No entanto, se você foi da Amway, vende Herbalife, distribui correntes e acha que existe FREE LUNCH, faça um cursinho no sábado que vem e fique milionário!



Caso opte por seguir a linha fundamentalista você vai precisar de muitos anos de estudo para ser um operador razoável, ter uma boa base de macroeconomia, conhecer estatística, modelos de finanças (CAPM, APT, ...), psicologia de mercado e muito autocontrole, e ainda assim poderá ter um desempenho tão bom quanto um macaco atirando dardos num alvo com os nomes das ações que compõe o IBOVESPA, é isso que prega a teoria do RANDOM WALK, ou passeio aleatório,  mas ainda assim valerá a pena, pois o operador terá disciplina e preparo para caminhar nos momentos mais adversos, que acontecem de tempos e tempos e diferenciam os bons dos maus operadores.

"No pain, no gain"

22 de set. de 2010

Déficit no Saldo de Transações Correntes - Gráfico

O gráfico abaixo mostra que, em 12 meses, o déficit nas contas
externas continua aumentando, tendo passado de US$ -43,8 bi em julho
para US$ -45,8 bi em agosto, um novo recorde negativo para a série
histórica mensal.
Fonte: Miriam Leitão / O Globo

Balanço de Pagamentos

As contas entre residentes e não residentes são registradas pelo Banco
Central (BC) no balanço de Pagamentos (BP). A idéia do Balanço de
Pagamentos é simples: A conta é creditada quando entra moeda
estrangeira no Brasil e debitada quando sai. Assim, por exemplo,
quando exportamos soja e recebemos dólares a conta fica positiva, e
quando um brasileiro faz compras de turismo no exterior faz-se um
registro negativo no balanço, uma vez que saiu divisas do Brasil.
As contas do BP são classificadas em dois grandes grupos: 1.
Transações Correntes e 2. Capital e Financeira

O grupo Transações Correntes por sua vez possui 4 subcontas:
Balança Comercial, Balança de Serviço, Balança de Rendas e
Transferências Unilaterais.

A Balança Comercial registra todas as compras e vendas de bens (FOB)
entre o país e o resto do mundo. Nos últimos anos esta conta tem sido
positiva para o Brasil, que por causa do aumento internacional dos
preços das commodities, hoje exporta mais do que importa, no entanto a
apreciação do Real frente ao dólar tem feito o superávit da balança
comercial diminuir nos últimos meses. O saldo é positivo, porém nada
extraordinário.

A Balança de Serviços registra o saldo dos serviços: Turismo, Frete,
Seguros, etc. Esta conta é tradicionalmente deficitária uma vez que
não temos tradição em prestação de serviços internacionais e
ultimamente os gastos dos turistas brasileiros no exterior tem se
elevado bastante, principalmente se comparado com o gasto de
estrangeiros no Brasil.

A Balança de Rendas registra as remunerações dos fatores de produção
enviados e recebidos pelo país (Juros, Lucros, Royalties...), no caso
do Brasil enviamos bastante divisas na forma de pagamento de juros e
remessa de lucros de empresas transnacionais (remuneração do fator de
produção - Capital) instaladas aqui, enquanto recebemos muito pouco
das transnacionais brasileiras instaladas no exterior, assim como
empréstimos de brasileiros a outros países, dessa forma o nosso saldo
na balança de rendas é terrivelmente deficitário, levando na maioria
das vezes toda a conta de transações correntes ao déficit.

Transferências Unilaterais, a última conta do saldo de transações
correntes, registra todas as transações sem contraparte entre o país e
o resto do mundo, ou seja doações e transferências feitas por
trabalhadores expatriados, essas doações são realizadas principalmente
por governos e ONGs internacionais, e em alguns países pobres boa
parte da renda vem de trabalhadores que foram tentar a vida em
economias desenvolvidas (ex. Porto Rico) e fazem regularmente o envio
de doações para suas famílias que ficaram em seu país de origem.
Enquanto o PIB do Haiti vem basicamente das Transferências
Unilaterais, em países grandes essa conta é pouco expressiva, como no
caso do Brasil em que temos um saldo positivo, porém este valor é
ínfimo se comparado as demais contas do saldo de transações correntes.

O segundo grande grupo é o das contas CAPITAL E FINANCEIRA
A conta de capital é simples, e representa apenas a mudança de
patrimônio de agentes que vão de um país para outro, possui baixa
representativdade no Balanço..

Já a conta FINANCEIRA é bastante abrangente, porém sua base são os
investimentos, empréstimos e amortizações realizadas entre os países.
O Brasil tem tido um saldo bastante positivo nessa conta uma vez que é
um dos países que mais captam empréstimos e invstimentos no mundo, o
superávit dessa conta vem compensando o déficit das transações
correntes e equilibrando nosso Balanço de Pagamentos, no entanto é bom
lembrar que os empréstimos possuem juros e ainda que todo capital
investido aqui volta na forma de lucros, em resumo, que essa
"enxurrada" de empréstimos e investimentos que estão aportando no
Brasil criaram uma pressão deficitária na balança de rendas no futuro.

O saldo zero do Balanço de Pagamentos demonstra o equilíbrio nas
contas externas de um país.

Veja nota - SETOR EXTERNO - Banco Central do Brasil-  http://www.bcb.gov.br/?ecoimpext

9 de set. de 2010

Política Fiscal

Política Fiscal

A política fiscal consiste na atuação do governo sobre receitas e despesas. As principais receitas do governo são os impostos, mas as receitas podem vir de estatais ou até mesmo dos juros de empréstimos concedidos pelo governo. As despesas por sua vez estão relacionadas ao pagamento de salários dos servidores públicos, obras de infraestrutura, aposentadorias,  doações para outros países, bolsa família, etc.

Atuação sobre as receitas:

Se o governo reduz os impostos, ele estimula a atividade econômica, pois os custos serão menores para empresa o que resulta em preços mais baixos para os consumidores e conseqüentemente uma demanda maior.

Se o governo eleva os impostos haverá uma tendência de retração na economia, uma vez que os preços tendem a aumentar.

Atuação sobre as despesas:

Se o governo aumenta os seus gastos, por exemplo fazendo grandes obras públicas, ele estimula a economia, pois ele comprará insumos, pagará salários, aumentando assim a demanda agregada da economia

Por outro lado quando o governo diminui os seus gastos está retraindo a economia, pois os gastos do governo, junto com o consumo das famílias, os investimentos das empresas e o comércio exterior são a base da produção de qualquer país.

Superávit e Déficit

Quando um governo (ou qualquer unidade econômica) arrecada mais do que gasta, dizemos que ele é superavitário.

Quando um governo gasta mais do que arrecada, dizemos que ele é deficitário.

Política Fiscal Expansionista e Política Fiscal Reducionista

Quando um governo aumenta o seu déficit, reduzindo impostos e aumentando os seus gastos, ele estará expandindo a economia.

Quando um governo eleva o seu superávit, aumentando impostos e diminuindo seus gastos, ele estará retraindo a economia.

Política Keynesiana

John Maynard Keynes, economista britânico,  é considerado o pai da política fiscal, por que ao contrário dos economistas clássicos que defendem a economia livre, sem intervenções governamentais (laissez faire), Keynes defendeu a intervenção do governo na economia.


A idéia por trás da economia keynesiana é a atuação contra-cíclica do governo. As economias estão sempre crescendo quando observamos o longo prazo, porém no curto prazo ela oscila bastante, passando por períodos de queda, estagnação e crescimento, os chamados ciclos. A política keynesiana defende que os governos devem ser superavitários nas fases de crescimento e deficitário nas fases de queda da economia, pois agindo de forma contrária ao mercado trará maior estabilidade a economia.


Assim por exemplo após a crise econômica de 2008 o governo brasileiro reduziu o IPI dos automóveis e da chamada linha branca (geladeiras, fogões, máquinas de lavar) e elevou os gastos do PAC, elevando assim o seu déficit e fazendo o país sair da crise mais rápido.


O Brasil é superavitário ou deficitário?


Depende da ótica..


Se analisarmos as contas primárias o Brasil é um país superavitário.

As contas primárias não contabilizam o pagamento dos juros da dívida.



Se considerarmos o pagamento dos juros o Brasil é um país deficitário, isso significa que ano após ano a nossa dívida está aumentando.


Na minha concepção o Brasil é um país deficitário: nunca vi ninguém deixar de fora os juros do cheque especial ou do cartão de crédito quando faz as contas para saber se acabou o mês no vermelho, mesmo que essas contas tenham sido feitas em datas passadas (ou governos passados!).


A idéia da política fiscal expansionista é um tanto paradoxal "gastar mais e arrecadar menos para sair da crise", mas é uma fórmula que vem sendo utilizada no mundo todo desde a grande depressão americana da década de 30 e vem dando certo desde então, principalmente se combinada com uma boa política monetária.



Custo do segundo automóvel da família

Num país como o Brasil, em que as grandes capitais são violentas e o transporte público é de péssima qualidade, não se discute a aquisição de um automóvel, mas será que uma família precisa mesmo de um segundo automóvel? Tirei da minha caixa de ferramentas de economista alguns instrumentos de análise de projetos como depreciação, valor residual, custo de capital e custo de manutenção para estimar qual é o custo do segundo carro e avaliar se é mais barato andar de taxi.

Fiz um cálculo rápido e genérico para estimar o custo do segundo
carro em uma família, esses cálculos podem ser adaptados para valores e realidades diferentes:

*** Caso não esteja interessado na análise você pode ir direto para o final
Depreciação:

Os automóveis depreciam pelo menos 20% em um período de 2 anos, assim,
se você comprar um carro "popular" zero Km, em um período de 2 anos
perderá 20% do valor dele: se o carro custou R$ 36.000,00, preço de um
carro básico com alguns acessórios essenciais para as grandes cidades
como ar condicionado e direção hidráulica, ao vender seu carro terá
perdido aproximadamente R$ 7.200,00, ou R$ 600,00 por mês de uso.
Lembrando que caso o proprietário "entregue" o automóvel na
concessionária para comprar outro, terá um preço bem menor, nessa
análise estamos dispensando os custos de venda (corretagem,
transferência, etc).

Custo do Capital:

Supondo que o cidadão comprou o automóvel à vista, que é a melhor das
opções, porém não é a mais comum já que a maioria financia pelo menos
parte do automóvel, temos que se o dinheiro tivesse aplicado num
produto financeiro sem risco, teria uma taxa real líquida de pelo
menos 10% ao longo do período de 2 anos, o que totalizaria R$
3.600,00, ou R$ 300,00 por mês de uso. Lembramos que para quem
financia a situação é bem pior, e não esqueça que Juro Zero é primo do
Papai Noel!

Seguro:

Os seguros dos automóveis populares são proporcionalmente mais altos,
por causa da quantidade de roubos, variando entre 5% e 10 % do valor
do veículo (fonte: http://www.carrosnaweb.com.br/seguro.asp),
estimamos o valor para a simulação em 6,6% do valor do automóvel, que
é uma estimativa conservadora e chegamos ao cálculo de R$ 200,00 por
mês de gastos com seguro.

Manutenção:

Supondo que ao longo de dois anos, o segundo automóvel teve uma baixa
quilometragem, não teve nenhum acidente, e realizou apenas revisões
normais de fábrica (que inclui troca de óleo, etc), temos que o custo
mensal foi de aproximadamente R$ 100,00 (total = R$ 1.200,00).
-----------------------
TOTAL =
Saímos portanto de um custo médio mensal de R$ 1.200,00 / mês

Afinal, segundo carro ou taxi?


Consideramos a análise conservadora, pois outras variáveis podem estar
envolvidas, como aluguel de garagens, pequenos acidentes (arranhões,
faróis quebrados) e estas não foram consideradas.
A decisão de comprar o segundo carro da família é muito particular,
casais que trabalham se deslocando ao longo do dia em seus respectivos
trabalhos não podem se dar ao luxo de possuir apenas um automóvel, no
entanto para a maioria dos casais em que pelo menos um dos cônjuges
cumpre uma jornada de trabalho tradicional, muitas vezes em um local
relativamente próximo de casa e com a possibilidade de conseguir
algumas "caronas" ao longo do percurso, andar de TAXI pode ser uma
opção mais econômica:
Taxi: O custo por Km rodado (Saiba o valor da corrida clicando aqui) é em média R$ 2,00 maior do que o custo com combustível em veículo próprio, dessa forma para quem "roda" até
600 km/ mês ou aproximadamente 27 Km por dia útil, é mais econômico
andar de Taxi.

8 de set. de 2010

Suas coisas velhas valem dinheiro

Se você é do tipo que otimizador: controla os gastos, faz
investimentos, sonha em um dia viver de renda, ai vai uma dica:
Venda suas coisas velhas! Computador velho, celular, TV de Tubo,
Bicicleta, até mesmo os livros sem uso valem uma dinheiro razoável. Se
você não tem tempo para anunciar nos classificados do jornal de sua
cidade, a internet está aí para facilitar o processo, o meu conselho é
anuncie no http://www.mercadolivre.com/. Faço isso desde 2002, só em 2010
acredito que fiz mais de 30 vendas, de carrinho de bebês a um ar
condicionado "portátil", o dinheiro que recebo nessas operações
costumo usar para comprar quinquilharias eletrônicas no próprio Mercado Livre sem
ter que tirar nada do bolso, é o velho financiando o novo e aliviando
o orçamento da família.

Faça aqui seu cadastro no Mercado Livre

3 de set. de 2010

Aluguel de imóvel residencial é desperdício de dinheiro?

Um amigo me disse que já estava jogando dinheiro fora a 5 anos, pois
havia mudado de cidade e não havia comprado um imóvel na cidade que
passou a residir, "desperdiçando" o dinheiro com aluguel. Será que
aluguel é desperdício de dinheiro? A resposta é NÃO. Aluguel não
necessariamente é desperdício de dinheiro.

Os potenciais compradores de um imóvel transitam entre duas situações,
os que possuem dinheiro para comprar um imóvel à vista e os que
precisam financiar, podendo estar no meio termo entre essas duas
situações.

O indivíduo que possui o dinheiro para comprar um imóvel à vista -
caso ele aplicasse todo o valor do imóvel em ativos financeiros sem
risco, ou seja, renda fixa, poderia obter um rendimento, hoje, em
torno de 0,7% ao mês, enquanto que o aluguel fica em torno de 0,4% do
valor do imóvel, desta forma o detentor dos recursos que alugasse um
imóvel pagaria o aluguel com o rendimento das aplicações e ainda
acumularia mais de 3,7% do valor no primeiro ano devido aos juros
compostos, ao final de um ano, mesmo com o reajuste do aluguel pelo
IGPM o valor acumulado na aplicação seria suficiente para compensar o valor do
reajuste do aluguel no ano seguinte, desta forma os rendimentos da aplicação estariam
pagando o aluguel.

O indivíduo que financia 100% do imóvel - Nesse caso, se ele financiar
um imóvel em 20 anos com taxa em torno de 0,9% ao mês, já incluindo
seguros e taxas administrativas comuns nesse tipo de financiamento,
teria uma parcela de aproximadamente 1% do valor do imóvel, que seria
constante durante todo o financiamento, enquanto que o aluguel
aumentaria anualmente em torno de 5% (inflação que projetamos para a
simulação), como as prestações mensais do financiamento são maiores
que o valor do aluguel, o indivíduo poderia compor uma poupança,
rendendo aproximadamente 0,7% líquido ao mês, ao final dos 20 anos
teria uma poupança aproximadamente 10% maior que o valor do imóvel
corrigido pela inflação.


Existem muitas variáveis que podem alterar os resultados dessa
situação: Rendimentos obtidos com portfólio de risco superior (ou inferior!) ao
simulado com renda fixa, mudanças na taxa de juros, valorização dos
imóveis acima da inflação, etc. Na verdade nunca saberemos ao certo
qual a melhor opção, mas dado o futuro que se desenha, do ponto de
vista econômico-racional, deixando de lado o emocional, a falta de
disciplina, medos e desejos, temos que: alugar, comprar ou financiar
são situações que tendem a ser indiferentes, logo alugar não é jogar
dinheiro fora.