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4 de nov de 2010

Sites de Compras Coletivas - Vale a pena para os consumidores?


Em pouco mais de 1 ano após criar o primeiro site de compras coletivas, o Groupon (http://www.groupon.com/), Andrew Mason já havia construído um negócio bilionário, o mais rápido da história a ter esse status, superando o Youtube. Em poucas semanas após o lançamento do Groupon, os sites de compra coletivas viraram febre mundial, na China em questão de meses surgiram centenas de sites similares, isso fez surgir uma nova categoria em todo o mundo: os agregadores, sites que resumem as ofertas de outros sites de compras coletivas (ex: http://www.saveme.com.br/).




No Brasil o primeiro a fazer sucesso foi o Peixe Urbano que ainda se mantém líder no segmento, todo dia surge um novo site, e os sites lançam dezenas de promoções de produtos e serviços: Sorvetes, jantares, massagens, ingressos de teatro e todo tipo de coisa que você possa imaginar.

Os preços são indiscutivelmente baixos, mas vale a pena?

SIM, se a compra for realizada por critérios racionais, e NÃO se for apenas por impulso.

Se o consumidor mantém a mesma quantidade de produtos e serviços que consumia antes do surgimento dos sites, apenas usando para se beneficiar dos preços, ele está fazendo um ótimo negócio, porém se ele
aumenta exponencialmente seu volume de compras, e passa a comprar mais do que comprava antes, e até coisas que não comprava, ele não está otimizando o uso dos seus recursos.

Outro ponto importante é o que os economistas chamam de "custo de transação", será que vale a pena atravessar metade de uma grande cidade para ter o desconto de R$ 5,00 em um sorvete? E o jantar, se somar os preços das bebidas, sobremesas e taxa de serviços será que a promoção ainda é legal? Existem ainda as restrições: normalmente as promoções possuem limitações quanto aos dias para usar, ou o prazo em que expira. Fique atento!

Resumindo: Se todo sábado de noite eu peço uma pizza, por que não comprar uma no site de promoção por 30% do preço normal? Se eu fizer isso estarei economizando, pois a pizza já é uma compra certa no meu
orçamento, no entanto, se eu resolvo comprar algo que nunca havia comprado e me fisgou pela promoção, posso até está aumentando a minha satisfação por consumir esse produto (utilidade), mas não estarei
contribuindo para a minha poupança, portanto vale aquela velha dica: pare e pense se você realmente precisa daquele bem ou serviço antes de clicar no botão de compra.


Um comentário:

Marcio disse...

Antonio, queria uma opinião sua a respeito da CPMF:

http://alemdozeitgeist.blogspot.com/2010/11/volta-da-cpmf.html

Abs.